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 o que significa a primeira profecia da biblia em génesis

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são vieira



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MensagemAssunto: o que significa a primeira profecia da biblia em génesis   o que significa a primeira profecia da biblia em génesis EmptyTer Jul 28, 2009 2:31 pm

Revelado progressivamente

Quando Adão e Eva pecaram, talvez parecesse que o propósito de Jeová de ter um paraíso na Terra, povoado por humanos perfeitos, havia sido frustrado. Mas Deus imediatamente atacou o problema. Ele disse: “Porei inimizade entre ti [a serpente] e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” — Génesis 3:15.

Que palavras intrigantes e misteriosas! Quem era a mulher? a serpente? e o “descendente” que machucaria a cabeça da serpente? O casal infiel (Adão e Eva) não tinha como saber. Mas as palavras de Deus dariam esperança aos descendentes deles que se mostrassem fiéis. A justiça haveria de triunfar. O propósito de Jeová seria realizado. Mas como? Ah, isso era um mistério. A Bíblia o chama de “a sabedoria de Deus em segredo sagrado, a sabedoria escondida”. — 1 Coríntios 2:7.

Como “Revelador de segredos”, Jeová com o tempo divulgaria detalhes pertinentes sobre o desfecho desse segredo. (Daniel 2:28) Mas faria isso gradativamente, aos poucos. Para ilustrar, pense na resposta que um pai amoroso dá quando o filhinho pergunta: “Pai, de onde eu vim?” Se for sensato, o pai só dará as informações que o menino tem condições de entender. À medida que ele for crescendo, o pai explicará mais detalhes. De modo similar, Jeová determina quando seu povo está preparado para receber revelações adicionais de sua vontade e propósito. — Provérbios 4:18; Daniel 12:4.

Como Jeová fez essas revelações? Ele usou uma série de pactos, ou contratos, que revelavam muitos detalhes. Possivelmente você já assinou um contrato: ao comprar uma casa, ao fazer um empréstimo ou ao emprestar dinheiro a alguém. Um contrato é uma garantia legal de que os termos dum acordo serão cumpridos. Mas por que Jeová precisava fazer pactos, ou contratos, formais com o homem? Naturalmente, Sua palavra é garantia suficiente de que ele cumprirá Suas promessas. Mesmo assim, em várias ocasiões, Deus bondosamente reforçou a validade da sua palavra fazendo contratos legais. Esses acordos invioláveis dão a nós, humanos imperfeitos, uma base ainda mais sólida para confiar nas promessas de Jeová. — Hebreus 6:16-18.

O pacto com Abraão

Mais de 2.000 anos depois de o homem ter sido expulso do Paraíso, Jeová disse a seu servo fiel Abraão: “Seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus  . . . e todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente, pelo fato de que escutaste a minha voz.” (Génesis 22:17, 18) Isso não era apenas uma promessa; Jeová formulou-a como um pacto legal e confirmou-a com um juramento imutável. (Génesis 17:1, 2; Hebreus 6:13-15) Que fato notável! O Soberano Senhor fez um contrato para abençoar a humanidade.

O pacto abraâmico revelou que o Descendente prometido viria como humano, pois descenderia de Abraão. Mas quem seria? Com o tempo Jeová revelou que, dos filhos de Abraão, Isaque seria antepassado do Descendente. Entre os dois filhos de Isaque, Jacó foi escolhido. (Génesis 21:12; 28:13, 14) Mais tarde, Jacó disse as seguintes palavras proféticas a respeito de um de seus 12 filhos: “O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante de entre os seus pés, até que venha Siló [“Aquele a Quem Pertence”]; e a ele pertencerá a obediência dos povos.” (Génesis 49:10) A partir daí, soube-se que o Descendente seria um rei e que Judá seria seu ancestral.

O pacto com Israel


Em 1513 AEC, Jeová concluiu um pacto com os descendentes de Abraão, a nação de Israel. Isso preparou o caminho para novas revelações a respeito do segredo sagrado. Embora não esteja mais em vigor hoje, o pacto da Lei mosaica era parte essencial do propósito de Jeová de produzir o Descendente prometido. Como? De três modos. Primeiro, a Lei era como um muro de protecção. (Efésios 2:14) Seus estatutos justos serviam como barreira entre judeus e gentios. Assim, ajudou a preservar a linhagem do Descendente prometido. Em grande parte por causa dessa protecção, a nação ainda existia quando chegou o tempo devido de Deus para que o Messias nascesse na tribo de Judá.

Segundo, a Lei, que era perfeita, demonstrou que a humanidade precisava mesmo do resgate, pois o homem imperfeito era incapaz de cumprir todos os seus requisitos. Assim, ela serviu para “tornar manifestas as transgressões, até que chegasse o descendente a quem se fizera a promessa”. (Gálatas 3:19) Por meio de sacrifícios de animais, a Lei oferecia expiação provisória dos pecados. Mas visto que, como Paulo escreveu, “não é possível que o sangue de touros e de bodes tire pecados”, essas ofertas só prefiguravam o sacrifício de resgate de Cristo. (Hebreus 10:1-4) De modo que, para os judeus fiéis, aquele pacto se tornou um “tutor, conduzindo a Cristo”. — Gálatas 3:24.

Terceiro, o pacto da Lei deu à nação de Israel uma perspectiva maravilhosa: tornar-se “um reino de sacerdotes e uma nação santa”. Mas Jeová lhes disse que isso só aconteceria se eles fossem fiéis àquele contrato. (Êxodo 19:5, 6) E, de fato, com o tempo, o Israel carnal acabou fornecendo os primeiros membros de um reino celestial de sacerdotes. Mas, como um todo, aquela nação se rebelou contra o pacto da Lei, rejeitou o Descendente messiânico e perdeu essa oportunidade. Quem, então completaria o reino de sacerdotes? E que relação teria aquela nação abençoada com o Descendente prometido? Esses aspectos do segredo sagrado seriam revelados no tempo devido de Deus.

O pacto davídico do Reino

No século 11 AEC, Jeová esclareceu mais detalhes sobre o segredo sagrado quando fez outro pacto. Ele prometeu ao fiel Rei Davi: “Hei de suscitar o teu descendente depois de ti, . . . e deveras estabelecerei firmemente o seu reino. . . . Eu hei de estabelecer firmemente o trono do seu reino por tempo indefinido.” (2 Samuel 7:12, 13; Salmo 89:3) Com isso, a linhagem do Descendente prometido ficava restrita à família de Davi. Mas será que um simples governante humano poderia reinar “por tempo indefinido”? (Salmo 89:20, 29, 34-36) E poderia esse rei humano resgatar a humanidade do pecado e da morte?

Sob inspiração, Davi escreveu: “A pronunciação de Jeová a meu Senhor é: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.’ Jeová jurou (e não o deplorará): ‘Tu és sacerdote por tempo indefinido à maneira de Melquisedeque!’ ” (Salmo 110:1, 4) As palavras de Davi se aplicavam diretamente ao Descendente prometido, ou Messias. (Atos 2:35, 36) Esse Rei governaria, não em Jerusalém, mas desde os céus, à “direita” de Jeová. Isso lhe daria autoridade não só sobre o território de Israel, mas sobre toda a Terra. (Salmo 2:6-Cool Mais um detalhe foi revelado naquela declaração. Note que Jeová fez o juramento solene de que o Messias seria “sacerdote . . . à maneira de Melquisedeque” — um rei-sacerdote que viveu nos dias de Abraão. Como Melquisedeque, o vindouro Descendente seria designado diretamente por Deus para ser Rei e Sacerdote! — Gênesis 14:17-20.

Ao longo dos anos, Jeová usou seus profetas para fazer revelações adicionais sobre o segredo sagrado. Por exemplo, Isaías revelou que o Descendente teria uma morte sacrificial. (Isaías 53:3-12) Miquéias profetizou o lugar em que o Messias nasceria. (Miquéias 5:2) E Daniel predisse até o tempo exato do aparecimento do Descendente e de sua morte. — Daniel 9:24-27.

Revelado o segredo sagrado!

Como essas profecias se cumpririam continuou a ser um mistério até que o Descendente finalmente apareceu. Gálatas 4:4 diz: “Quando chegou o pleno limite do tempo, Deus enviou o seu Filho, que veio a proceder duma mulher.” No ano 2 AEC, um anjo disse a uma virgem judia chamada Maria: “Eis que conceberás na tua madre e darás à luz um filho, e deves dar-lhe o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai . . . Espírito santo virá sobre ti e poder do Altíssimo te encobrirá. Por esta razão, também, o nascido será chamado santo, Filho de Deus.” — Lucas 1:31, 32, 35.

Depois, Jeová transferiu a vida de seu Filho do céu para o útero de Maria, de modo que ele nasceu duma mulher imperfeita. Mas Jesus não herdou a imperfeição dela porque era “Filho de Deus”. No entanto, os pais humanos de Jesus eram descendentes de Davi, de modo que ele herdou deles tanto o direito natural como legal de ser herdeiro daquele rei. (Atos 13:22, 23) Quando Jesus se batizou, em 29 EC, Jeová o ungiu com espírito santo e disse: “Este é meu Filho, o amado.” (Mateus 3:16, 17) Finalmente, ali estava o Descendente! (Gálatas 3:16) Chegara o tempo para se revelar mais detalhes sobre o segredo sagrado. — 2 Timóteo 1:10.

Durante seu ministério, Jesus identificou a serpente de Gênesis 3:15 como Satanás e o descendente da serpente como os seguidores do Diabo. (Mateus 23:33; João 8:44) Posteriormente, revelou-se como esses seriam esmagados para sempre. (Revelação [Apocalipse] 20:1-3, 10, 15) E a mulher foi identificada como a “Jerusalém de cima”, a organização-esposa de Jeová nos céus, composta de criaturas espirituais. — Gálatas 4:26; Revelação 12:1-6.

O novo pacto

Uma das revelações mais emocionantes foi dada na noite antes da morte de Jesus quando ele falou aos seus discípulos fiéis sobre “o novo pacto”. (Lucas 22:20) Como seu predecessor, o pacto da Lei mosaica, esse novo pacto deveria produzir “um reino de sacerdotes”. (Êxodo 19:6; 1 Pedro 2:9) Mas em vez de estabelecer uma nação carnal, fundaria uma nação espiritual, “o Israel de Deus”, composta exclusivamente de fiéis seguidores ungidos de Cristo. (Gálatas 6:16) Com Jesus, esses participantes do novo pacto abençoariam a raça humana.

Mas por que o novo pacto consegue produzir “um reino de sacerdotes” para abençoar a humanidade? Porque, em vez de condenar os discípulos de Cristo como pecadores, ele permite o perdão dos seus pecados mediante o sacrifício Dele. (Jeremias 31:31-34) Quando eles obtêm uma condição justa perante Jeová, este os adopta como parte de sua família celestial, ungindo-os com espírito santo. (Romanos 8:15-17; 2 Coríntios 1:21) Assim, passam por “um novo nascimento para uma esperança viva . . . reservada nos céus”. (1 Pedro 1:3, 4) Visto que uma condição tão enaltecida é algo totalmente novo para os humanos, os cristãos ungidos e gerados pelo espírito são chamados de “uma nova criação”. (2 Coríntios 5:17) A Bíblia revela que, por fim, 144.000 deles ajudarão a reinar desde o céu sobre a humanidade resgatada. — apo. 5:9, 10; 14:1-4.

Com Jesus, os ungidos se tornam o “descendente de Abraão”. (Gálatas 3:29) Os primeiros a serem escolhidos foram judeus carnais. Mas em 36 EC, outra faceta do segredo sagrado foi revelada: gentios (não-judeus) também teriam parte na esperança celestial. (Romanos 9:6-8; 11:25, 26; Efésios 3:5, 6) Os cristãos ungidos seriam os únicos a desfrutar as bênçãos prometidas a Abraão? Não, porque o sacrifício de Jesus beneficia o mundo inteiro. (1 João 2:2) Com o tempo, Jeová revelou que um número não especificado de pessoas faria parte de uma “grande multidão” que sobreviveria ao fim do sistema de Satanás. (apo. 7:9, 14) Muitos outros seriam ressuscitados com a perspectiva de viver para sempre no Paraíso! — Lucas 23:43; João 5:28, 29;apo. 20:11-15; 21:3, 4.
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MensagemAssunto: Re: o que significa a primeira profecia da biblia em génesis   o que significa a primeira profecia da biblia em génesis EmptyTer Jul 28, 2009 4:41 pm

"E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."
Imaginando-se que a serpente seja o DESEJO, a inimizade é entre a mulher e o desejo.
O texto não deixa claro se ESTA se refere à mulher ou à sua descendência...
O interessante é que os textos usam a palavra FERIR como um golpe poderoso, tanto da serpente quanto da mulher.

Quanto às demais argumentações, vou colocando aos poucos...
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são vieira



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MensagemAssunto: Re: o que significa a primeira profecia da biblia em génesis   o que significa a primeira profecia da biblia em génesis EmptyQua Jul 29, 2009 4:07 am

Esta profecia estabelece o tema para a Bíblia inteira

"E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar"


o que significa cada um? Note os quatro entes mencionados neste versículo temático: a serpente e sua semente, bem como a mulher e sua semente. Estes entes desempenhariam o papel principal nos eventos durante milénios futuros. Haveria constante inimizade entre a mulher e sua semente de um lado, e a serpente e sua semente do outro lado. Esta inimizade incluiria o contínuo conflito entre a adoração verdadeira e a falsa, entre a conduta correta e a iniquidade. Em certo estágio, a serpente conseguiria uma aparente vantagem, ao machucar o calcanhar da semente da mulher. Finalmente, porém, a semente da mulher havia de esmagar a cabeça da serpente, e o próprio Deus ficaria vindicado quando todos os traços da rebelião original tivessem sido removidos.

Quem são a mulher e a serpente? E quem são suas sementes? Quando Eva teve seu primeiro filho, Caim, ela exclamou: “Produzi um homem com o auxílio de Jeová.” (Génesis 4:1) Talvez achasse que ela era a mulher da profecia e que este filho mostraria ser a semente. Todavia, Caim tinha má índole, similar à serpente. Tornou-se assassino, matando seu próprio irmão mais jovem, Abel. (Gênesis 4:Cool É evidente que a profecia tinha um significado mais profundo, simbólico, que somente Deus podia explicar. E ele fez isso, aos poucos. Todos os 66 livros da Bíblia contribuem de um ou de outro modo para a revelação do significado desta primeira profecia da Bíblia.

Quem É a Serpente?

Primeiro, quem é a serpente mencionada em Génesis 3:15? O relato diz que uma serpente literal abordou Eva, no Éden, mas as serpentes literais não podem falar. Deve ter havido algum poder por detrás daquela serpente, induzindo-a a tal acção. Qual era este poder? Foi só no primeiro século da nossa Era Comum, quando Jesus realizou seu ministério aqui na terra, que se revelou claramente a identidade deste poder.

Jesus, em certa ocasião, estava falando com alguns líderes religiosos judaicos, justos aos seus próprios olhos, que se gabavam de que eram filhos de Abraão. Todavia, haviam sido inflexivelmente opostos à verdade pregada por Jesus. De modo que Jesus lhes disse: “Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai. Esse foi um homicida quando começou, e não permaneceu firme na verdade, porque não há nele verdade. Quando fala a mentira, fala segundo a sua própria disposição, porque é um mentiroso e o pai da mentira.” — João 8:44.

As palavras de Jesus eram fortes e directas. Descreveu o Diabo como “homicida” e como “o pai da mentira”. Ora, as primeiras mentiras registadas foram as da serpente, no Éden. Quem quer que proferiu essas mentiras era de fato “o pai da mentira”. Além disso, essas mentiras resultaram na morte de Adão e Eva, constituindo aquele antigo mentiroso em assassino. Obviamente, então, o poder por detrás da serpente no Éden era Satanás, o Diabo, e Jeová realmente falou a Satanás naquela antiga profecia.

Alguns perguntam: Se Deus é bom, por que criou ele uma criatura assim como o Diabo? As palavras de Jesus também nos ajudam a responder a esta pergunta. Jesus disse a respeito de Satanás: “[Ele] foi um homicida quando começou.” Assim, foi quando Satanás mentiu a Eva que ele começou a ser Satanás — palavra que provém duma hebraica que significa “opositor”. Deus não criou Satanás. Um anjo anteriormente fiel permitiu que o desejo errado se desenvolvesse no seu coração, de modo que se tornou Satanás. — Deuteronómio 32:4; veja Jó 1:6-12; 2:1-10; Tiago 1:13-15.

A Semente da Serpente

Que dizer, porém, da ‘semente [ou prole] da serpente’? As palavras de Jesus também nos ajudam a solucionar esta parte do enigma. Ele disse aos líderes religiosos judaicos: “Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai.” Esses judeus eram descendentes de Abraão, assim como se gabavam. Mas, a sua conduta iníqua tornava-os filhos espirituais de Satanás, o originador do pecado.

O apóstolo João, escrevendo perto do fim do primeiro século, explica claramente quem pertence à semente da Serpente, Satanás. Ele escreve: “Quem estiver praticando o pecado origina-se do Diabo, porque o Diabo tem estado pecando desde o princípio. . . . Os filhos de Deus e os filhos do Diabo evidenciam-se pelo seguinte fato: Todo aquele que não está praticando a justiça não se origina de Deus, nem aquele que não ama seu irmão.” (1 João 3:8, 10) Evidentemente, a semente da Serpente tem estado muito ativa em toda a história humana!

Quem É a Semente da Mulher?


Então, quem é ‘a semente [ou prole] da mulher’? Esta é uma das mais importantes perguntas já feitas, porque é a semente da mulher quem por fim esmagará a cabeça de Satanás e desfará os maus efeitos da rebelião original. Lá no século 20 AEC, Deus revelou ao homem fiel, Abraão, um grande indício sobre a identidade desta semente. Por causa da grande fé de Abraão, Deus lhe fez uma série de promessas a respeito da prole que lhe nasceria. Uma delas tornou evidente que ‘a semente da mulher’, que ‘machucaria a cabeça da serpente’, surgiria dentre os filhos de Abraão. Deus disse-lhe: “Teu descendente [lit.: tua semente] tomará posse do portão dos seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente [lit.: tua semente], pelo fato de que escutaste a minha voz.” — Génesis 22:17, 18.

Com o passar dos anos, a promessa de Jeová a Abraão foi repetida ao filho de Abraão, Isaque, e ao neto, Jacó. (Génesis 26:3-5; 28:10-15) Os descendentes de Jacó, por fim, tornaram-se 12 tribos, e uma destas tribos, Judá, recebeu uma promessa especial: “O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante de entre os seus pés, até que venha Siló; e a ele pertencerá a obediência dos povos.” (Gênesis 49:10) Evidentemente, a Semente havia de aparecer na tribo de Judá.

No fim do século 16 AEC, as 12 tribos de Israel foram organizadas em nação, como povo especial de Deus. Para este fim, Deus fez um pacto solene com elas e deu-lhes um código de leis. O motivo principal disso era preparar um povo para a vinda da Semente. (Êxodo 19:5, 6; Gálatas 3:24) A partir de então, a inimizade de Satanás para com a Semente da mulher se via na hostilidade das nações para com o povo escolhido de Deus.

O indício final de que família produziria a Semente foi dado no século 11 AEC. Naquela ocasião, Deus falou ao segundo rei de Israel, Davi, e prometeu que a Semente viria da sua linhagem e que o trono Dessa ficaria “firmemente estabelecido por tempo indefinido”. (2 Samuel 7:11-16) Daquele ponto em diante, a Semente podia correctamente ser chamada de filho de Davi. — Mateus 22:42-45.

Nos anos que se seguiram, Deus suscitou profetas para dar mais informações inspiradas sobre a vindoura Semente. Por exemplo, no oitavo século AEC, Isaías escreveu: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino.” — Isaías 9:6, 7.

Isaías profetizou adicionalmente sobre esta Semente: “Terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com rectidão em benefício dos mansos da terra. . . . E o lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado, todos juntos . . . Não se fará dano, nem se causará ruína em todo o meu santo monte; porque a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.” (Isaías 11:4-9) Que ricas bênçãos esta semente havia de trazer!

No sexto século antes da nossa Era Comum, Daniel registrou uma profecia adicional a respeito da Semente. Ele predisse o tempo em que alguém como um filho de homem apareceria no céu, e disse que “foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem”. (Daniel 7:13, 14) De modo que a vindoura Semente herdaria um reino celestial, e sua autoridade régia se estenderia sobre toda a terra.

Solucionado o Enigma

A identidade da Semente foi finalmente desvelada no começo da nossa Era Comum. No ano 2 AEC, apareceu um anjo à jovem judia chamada Maria, descendente de Davi. O anjo informou-a de que ela daria à luz um bebê muito especial, e disse: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” (Lucas 1:32, 33) De modo que a longa espera pela “semente” finalmente chegava ao fim.

No ano 29 EC (data indicada com muita antecedência por Daniel), Jesus foi baptizado. Desceu então sobre ele espírito santo, e Deus o reconheceu como seu Filho. (Daniel 9:24-27; Mateus 3:16, 17) Durante três anos e meio depois disso, Jesus testemunhou aos judeus, proclamando: “O reino dos céus se tem aproximado.” (Mateus 4:17) Durante esse tempo, cumpriu tantas profecias das Escrituras Hebraicas, que não havia margem para dúvida de que ele de fato era a Semente prometida.

Os primitivos cristãos entenderam isso muito bem. Paulo explicou aos cristãos na Galácia: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente [grego, lit.: à sua semente]. Não diz: ‘E a descendentes [sementes]’, como no caso de muitos, mas como no caso de um só: ‘E a teu descendente [à tua semente]’, que é Cristo.” (Gálatas 3:16) Jesus havia de ser o “Príncipe da Paz” predito por Isaías. Depois que ele finalmente entrasse no seu Reino, estabelecer-se-ia mundialmente juízo e justiça.

Então, Quem É a Mulher?

Se Jesus é a Semente, então quem é a mulher mencionada lá no Éden? Visto que o poder por detrás da serpente era uma criatura espiritual, não nos deve surpreender que a mulher também seja espiritual, não humana. O apóstolo Paulo falou sobre uma “mulher” celestial ao dizer: “Mas a Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe.” (Gálatas 4:26) Outros textos bíblicos indicam que esta “Jerusalém de cima” já existia por milénios. Ela é a organização celestial de Jeová, de criaturas espirituais, da qual Jesus descendeu para desempenhar o papel de ‘semente da mulher’. Somente tal espécie de “mulher” espiritual podia suportar a inimizade da “serpente original” durante milênios. — Revelação [Apocalipse] 12:9; Isaías 54:1, 13; 62:2-6.

Este breve exame geral do desenvolvimento daquela antiga profecia de Génesis 3:15 é forte testemunho a favor da grandiosa harmonia da Bíblia. Deveras, é notável que a profecia só pode ser entendida quando se juntam os eventos e as declarações dos séculos 20, 11, 8 e 6 AEC, com as declarações e os eventos do primeiro século da nossa Era Comum. Isto não pode ter sido por acaso. Tinha de haver uma mão orientadora por detrás disso tudo. — Isaías 46:9, 10.

O Significado Disso Para Nós

O que significa tudo isso para nós? Pois bem, Jesus é a primária ‘semente da mulher’. Aquela antiga profecia de Génesis 3:15 predisse que a Serpente lhe ‘machucaria’ o calcanhar, e isto aconteceu quando Jesus morreu na estaca de tortura. Uma machucadura não dura muito. Portanto, o aparente êxito da Serpente transformou-se rapidamente em derrota, quando Jesus foi ressuscitado. (Conforme vimos no Capítulo 6, existe sobrepujante evidência de que isto realmente aconteceu.) A morte de Jesus tornou-se a base para a salvação da humanidade de coração recto, de modo que a Semente começou a ser uma bênção, assim como Deus prometera a Abraão. Mas, que dizer das profecias de que Jesus havia de governar desde um reino celestial sobre todo o seu domínio terrestre?

Numa vívida visão profética, registada no capítulo 12 de Revelação, retrata-se o começo deste Reino pelo nascimento dum filho varão no céu. Neste Reino, a prometida Semente assume o poder sob o título de Miguel, que significa “Quem É Semelhante a Deus?”. Este mostrou que ninguém pode legitimamente desafiar a soberania de Jeová, quando expulsou “a serpente original” para sempre do céu. Lemos: “Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra.” —Revelação Apocalipse 12:7-9.

Disso resultou alívio para os céus, mas aflição na terra. “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo”, ecoou o brado de triunfo. Além disso, lemos: “Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” —Revelação Apocalipse 12:10, 12.

Podemos saber quando esta profecia deve cumprir-se? Na realidade, esta foi a pergunta feita pelos discípulos, quando indagaram de Jesus ‘o sinal da sua presença e da terminação do sistema de coisas’ — conforme consideramos no Capítulo 10. (Mateus 24:3) Como vimos, há sobrepujante evidência de que a presença de Jesus no poder do Reino celestial começou em 1914. Desde aquele tempo, sentimos deveras o “ai da terra”!

Mas, queira notar: Aquele brado celestial anunciou que Satanás tinha apenas “um curto período de tempo”. De modo que aquela profecia original, em Génesis 3:15, avança para o seu infalível clímax. A serpente, sua semente, a mulher e a semente dela foram todas identificadas. A Semente foi ‘machucada no calcanhar’, mas restabeleceu-se. Dentro em breve, começará o esmagamento de Satanás (e de sua semente) sob o agora já reinante Rei de Deus, Cristo Jesus.

Isto envolverá tremendas mudanças no cenário terrestre. Aqueles que mostrarem ser semente de Satanás serão removidos junto com ele. Conforme profetizou o salmista: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá.” (Salmo 37:10) Quão radical será esta mudança! Então se cumprirão as palavras adicionais do salmista: “Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Salmo 37:11.

Desta maneira, o “Príncipe da Paz” trará finalmente paz à humanidade. Esta é a promessa da Bíblia, conforme notamos em Isaías 9:6, 7. Nesta era céptica, muitos acham essa promessa irrealística. Mas, que alternativa oferecem os homens? Nenhuma! Por outro lado, esta promessa é feita de modo claro na Bíblia, e a Bíblia é a infalível Palavra de Deus. Os irrealísticos, na realidade, são os cépticos. (Isaías 55:8, 11) Eles não fazem caso de Deus, que inspirou a Bíblia e que é a maior realidade de todas.
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