À Procura da Verdade

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 sacerdócio biblico

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são vieira



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MensagemAssunto: sacerdócio biblico   Sex Jul 31, 2009 12:14 pm

Nos tempos patriarcais, o cabeça da família servia como sacerdote para ela, passando este dever para o filho primogénito no caso da morte do pai. Assim, nos tempos bem primitivos, verificamos que Noé representava sua família na qualidade de sacerdote. (Gên 8:20, 21) O cabeça de família Abraão tinha uma casa numerosa com que viajava de lugar em lugar, construindo altares e oferecendo sacrifícios a Jeová nos diversos acampamentos. (Gên 14:14; 12:7, 8; 13:4) Deus disse a respeito de Abraão: “Fui familiarizar-me com ele, para que ordenasse aos seus filhos e aos da sua casa depois dele que guardassem o caminho de Jeová para fazer a justiça e o juízo.” (Gên 18:19) Isaque e Jacó seguiram o mesmo padrão (Gên 26:25; 31:54; 35:1-7, 14), e Jó, que não era israelita, mas provavelmente era parente distante de Abraão, oferecia regularmente sacrifícios a Jeová a favor dos seus filhos, dizendo: “Meus filhos talvez tenham pecado e amaldiçoado a Deus no seu coração.” (Jó 1:4, 5; veja também 42:8.) Todavia, a Bíblia não chama estes homens especificamente de ko·hén ou de hi·e·reús. Por outro lado, Jetro, cabeça de família e sogro de Moisés, é chamado de “sacerdote [ko·hén] de Midiã”. — Êx 2:16; 3:1; 18:1.

Sob o Pacto da Lei.
Quando os israelitas estavam em escravidão no Egito, Jeová santificou para si todos os primogênitos do sexo masculino de Israel na ocasião em que destruiu os primogénitos do Egito na décima praga. (Êx 12:29; Núm 3:13) Concordemente, estes primogênitos pertenciam a Jeová, para serem usados exclusivamente num serviço especial dele. Deus poderia ter designado todos os varões primogênitos de Israel como sacerdotes e guardiães do santuário. Em vez disso, era do seu propósito tomar todos os varões da tribo de Levi para este serviço. Por isso, ele permitiu que os varões levitas substituíssem os primogênitos das outras 12 tribos (contando-se os descendentes dos filhos de José, a saber, Efraim e Manassés, como duas tribos). Um censo feito ali mostrou que havia 273 primogênitos não-levitas, de um mês de idade para cima, a mais do que varões levitas, de modo que Deus exigiu um resgate de cinco siclos (US$11) para cada um dos 273, sendo o dinheiro entregue a Arão e seus filhos. (Núm 3:11-16, 40-51) Antes desta transação, Jeová já separara os varões da família de Arão, da tribo de Levi, para constituir o sacerdócio de Israel. — Núm 1:1; 3:6-10.

Inauguração do sacerdócio
. A designação de sacerdote tem de ser feita por Deus; nenhum homem assume o cargo por conta própria. (He 5:4) Concordemente, o próprio Jeová designou Arão e sua casa para o sacerdócio “por tempo indefinido”, separando-os da família dos coatitas, uma das três principais divisões da tribo de Levi. (Êx 6:16; 28:43) Primeiro, porém, Moisés, o levita, como mediador do pacto da Lei, representou a Deus na santificação de Arão e seus filhos, e encheu-lhes as mãos de poder para servirem quais sacerdotes, procedimento descrito em Êxodo, capítulo 29, e em Levítico, capítulo 8. Sua investidura parece ter levado sete dias, de 1.° a 7 de nisã de 1512 AEC. O sacerdócio recém-investido iniciou seus serviços para com Israel no dia seguinte, 8 de nisã.

Habilitações. Jeová Deus especificou as habilitações necessárias para os da linhagem de Arão que serviriam junto ao altar Dele. O homem, para ser sacerdote, tinha de ser fisicamente saudável e ter aparência normal. Do contrário, não podia chegar-se ao altar com oferendas e não podia chegar perto da cortina entre os compartimentos do Santo e do Santíssimo do tabernáculo. No entanto, tal homem tinha o direito de receber sustento dos dízimos e podia comer das “coisas sagradas” fornecidas como alimento para o sacerdócio. — Le 21:16-23.

Sustento. Não se deram à tribo de Levi terras como herança, mas ela foi ‘espalhada em Israel’, recebendo 48 cidades para morar com suas famílias e seu gado. Treze destas cidades foram dadas aos sacerdotes. (Gên 49:5, 7; Jos 21:1-11) Uma das cidades de refúgio, Hébron, era cidade sacerdotal. (Jos 21:13) Os levitas não receberam uma região como herança tribal, porque, conforme Jeová dissera: “Eu sou teu quinhão e tua herança no meio dos filhos de Israel.” (Núm 18:20) Os levitas executavam as tarefas designadas do seu ministério, e conservavam suas casas e os pastios das cidades que lhes foram concedidas. Cuidavam também de outros terrenos que os israelitas talvez devotassem ao uso do santuário. (Le 27:21, 28) Jeová fazia provisões para os levitas por providenciar que recebessem o dízimo de todos os produtos agrícolas das outras 12 tribos. (Núm 18:21-24) Deste dízimo, ou décimo, os levitas, por sua vez, deviam dar um décimo do melhor como dízimo para o sacerdócio. (Núm 18:25-29; Ne 10:38, 39) O sacerdócio recebia assim 1 por cento do produto nacional, habilitando-o a devotar todo o seu tempo ao seu designado serviço de Deus.
Esta provisão para o sacerdócio, embora abundante, contrastava com o luxo e o poder financeiro alcançado pelo sacerdócio de nações pagãs. No Egipto, por exemplo, os sacerdotes eram proprietários de terras (Gên 47:22, 26), e, por manobras astutas, por fim se tornaram os homens mais ricos e mais poderosos do Egipto. James H. Breasted, em A History of the Ancient Egyptians (História dos Antigos Egípcios, 1908, pp. 355, 356, 431, 432), registra que, durante a chamada Vigésima Dinastia, o Faraó ficou reduzido a mero títere. O sacerdócio estava de posse das terras auríferas da Núbia e da grande província do Alto Nilo. O sumo sacerdote era o mais importante funcionário do fisco do Estado, logo depois do próprio tesoureiro-chefe. Ele comandava todos os exércitos e o tesouro estava na sua mão. É representado com mais destaque nos monumentos do que o Faraó.

O sacerdócio recebia: (1) O dízimo regular. (2) O dinheiro de redenção do primogénito do género humano ou dos animais. No caso do touro, do cordeiro ou do caprídeo primogénitos, eles recebiam a carne como alimento. (Núm 18:14-19) (3) O dinheiro de redenção por homens e coisas santificadas como sagrados, e também por coisas devotadas a Jeová. (Le 27) (4) Certas porções das diversas ofertas trazidas pelo povo, bem como os pães da proposição. (Le 6:25, 26, 29; 7:6-10; Núm 18:8-14) (5) Benefícios derivados das ofertas do melhor dos primeiros frutos maduros dos cereais, do vinho e do azeite. (Êx 23:19; Le 2:14-16; 22:10 [“estranho”, neste último texto, refere-se a alguém que não era sacerdote]; De 14:22-27; 26:1-10) Exceto por certas porções específicas que só os sacerdotes podiam comer (Le 6:29), seus filhos e suas filhas, e, em alguns casos, os da casa do sacerdote — até mesmo escravos — podiam legitimamente participar. (Le 10:14; 22:10-13) (6) Sem dúvida, uma participação no dízimo do terceiro ano para levitas e para os pobres. (De 14:28, 29; 26:12) (7) A presa de guerra. — Núm 31:26-30.

Vestimenta. No desempenho das suas funções oficiais, os sacerdotes serviam descalços, em harmonia com o fato de que o santuário era solo sagrado. (Veja Êx 3:5.) Nas instruções para a fabricação das vestes especiais para os sacerdotes não se mencionam sandálias. (Êx 28:1-43) Eles usavam calções de linho, que iam desde os quadris até às coxas, por questão de decoro, “para cobrir a carne nua . . . a fim de que não incorram em erro e certamente morram”. (Êx 28:42, 43) Sobre este, usavam uma veste comprida de linho fino, amarrada ao corpo por uma faixa de linho. Sua cobertura para a cabeça era ‘enrolada’ sobre eles. (Le 8:13; Êx 28:40; 39:27-29) Esta cobertura para a cabeça parece ter sido um pouco diferente do turbante do sumo sacerdote, que talvez fosse costurado num estilo enrolado e colocado assim na cabeça do sumo sacerdote. (Le 8:9) Parece que foi em tempos posteriores que os subsacerdotes ocasionalmente usavam éfodes de linho, embora estes não fossem ricamente bordados como o éfode do sumo sacerdote. — Veja 1Sa 2:18.

Regulamentos e funções. Exigia-se que os sacerdotes mantivessem asseio pessoal e elevadas normas de moral. Ao entrarem na tenda de reunião e antes de apresentarem uma oferta no altar, tinham de lavar as mãos e os pés na bacia no pátio, ‘para que não morressem’. (Êx 30:17-21; 40:30-32) Ordenou-se-lhes, com um aviso similar, não tomar vinho ou bebida inebriante ao servirem no santuário. (Le 10:8-11) Não podiam aviltar-se por tocar num cadáver ou por prantear os mortos; isto os tornaria temporariamente impuros para o serviço. Os subsacerdotes (mas não o sumo sacerdote) podiam fazer isso, porém, para um parente muito achegado: mãe, pai, filho, filha, irmão, ou irmã virgem que lhe fosse achegada (evidentemente, morando com ele ou perto dele); também a esposa possivelmente estava incluída nos achegados a ele. (Le 21:1-4) O sacerdote que se tornasse impuro por motivo de lepra, de um fluxo, ou de um cadáver ou outra coisa impura, não podia comer das coisas sagradas nem realizar serviço no santuário até ser purificado, senão tinha de morrer. — Le 22:1-9.
Ordenou-se aos sacerdotes não rapar a cabeça ou aparar a extremidade da barba, nem fazer incisões em si mesmos, prática comum entre os sacerdotes pagãos. (Le 21:5, 6; 19:28; 1Rs 18:28) Ao passo que o sumo sacerdote só podia casar-se com uma virgem, os subsacerdotes podiam casar-se com uma viúva, mas não com uma divorciada ou uma prostituta. (Le 21:7, 8; compare isso com Le 21:10, 13, 14.) Evidentemente, todos os membros da família do sumo sacerdote deviam manter a elevada norma de moral e a dignidade atribuída ao cargo do sacerdote. Assim, a filha de sacerdote que se tornasse prostituta devia ser morta, sendo depois queimada como algo detestável para Deus. — Le 21:9.

Quando os sacerdotes estavam de serviço no santuário, seus deveres incluíam o abate dos sacrifícios trazidos pelo povo, aspergir o sangue sobre o altar, retalhar os sacrifícios, manter aceso o fogo no altar, cozinhar a carne e aceitar todas as outras ofertas, tais como as ofertas de cereais. Deviam cuidar dos assuntos relacionados com impurezas contraídas por pessoas, bem como os votos especiais delas, e assim por diante. (Le caps. 1-7; 12:6; caps. 13-15; Núm 6:1-21; Lu 2:22-24) Cuidavam das ofertas queimadas da manhã e da noitinha, e de todos os outros sacrifícios oferecidos regularmente no santuário, exceto aqueles que cabiam ao sumo sacerdote ofertar; queimavam incenso no altar de ouro. (Êx 29:38-42; Núm 28:1-10; 2Cr 13:10, 11) Aparavam as mechas das lâmpadas e mantinham estas supridas de óleo (Êx 27:20, 21) e cuidavam do óleo sagrado e do incenso. (Núm 4:16) Abençoavam o povo nas assembléias solenes na maneira delineada em Números 6:22-27. Mas nenhum outro sacerdote podia estar no santuário quando o sumo sacerdote entrava no Santíssimo para fazer expiação. — Le 16:17.
Os sacerdotes eram primariamente os privilegiados em explicar a lei de Deus, e eles desempenhavam um importante papel no judiciário de Israel. Nas cidades concedidas aos sacerdotes, eles estavam disponíveis para ajudar os juízes, e também serviam junto com os juízes em casos extraordinariamente difíceis, além da capacidade de decisão dos tribunais locais. (De 17:8, 9) Exigia-se que estivessem presentes com os anciãos da cidade nos casos de assassinato não solucionado, a fim de assegurar que se seguisse o procedimento correto para remover da cidade a culpa de sangue. (De 21:1, 2, 5) Quando um marido ciumento acusava a esposa de adultério secreto, ela tinha de ser levada ao santuário, onde o sacerdote realizava a cerimônia prescrita, na qual se apelava para o conhecimento de Jeová sobre a verdade da inocência ou da culpa da mulher, em busca do Seu julgamento direto. (Núm 5:11-31) Em todos os casos, o julgamento feito pelos sacerdotes ou pelos juízes designados tinha de ser respeitado; o desrespeito deliberado ou a desobediência incorria na pena de morte. — Núm 15:30; De 17:10-13.

Os sacerdotes eram instrutores da Lei para o povo, lendo-a e explicando-a aos que vinham ao santuário para adoração. Também, quando não estavam em serviço designado, tinham ampla oportunidade de dar tal ensino, quer na área do santuário, quer em outras partes do país. (De 33:10; 2Cr 15:3; 17:7-9; Mal 2:7) Ao retornar de Babilônia a Jerusalém, Esdras, o sacerdote, ajudado por outros sacerdotes, junto com os levitas, reuniu o povo e gastou horas lendo e explicando a Lei para eles. — Ne 8:1-15.
A administração sacerdotal serviu para salvaguardar a nação em pureza religiosa, bem como em saúde física. O sacerdote devia julgar entre o puro e o impuro em caso de lepra dum homem, duma vestimenta ou duma casa. Ele cuidava de que se cumprissem os regulamentos legais de quarentena. Oficiava também na purificação daqueles que tinham sido aviltados por um cadáver ou que eram impuros por causa dum fluxo doentio, e assim por diante. — Le 13-15.
Parece que, todo sábado, os sacerdotes tinham o privilégio de trocar o pão da proposição. Era também no sábado que a turma sacerdotal daquela semana completava o seu serviço e a nova turma começava a servir para a semana seguinte. Estas e outras tarefas necessárias eram realizadas pelos sacerdotes sem que isso constituísse uma violação do sábado. — Mt 12:2-5; compare isso com 1Sa 21:6; 2Rs 11:5-7; 2Cr 23:8.

Lealdade. Quando as dez tribos se separaram do reino sob Roboão e estabeleceram o reino setentrional sob Jeroboão, a tribo de Levi permaneceu leal e se apegou ao reino de duas tribos, de Judá e Benjamim. Jeroboão designou homens que não eram levitas para serem sacerdotes a serviço da adoração dos bezerros de ouro, e ele expulsou os sacerdotes de Jeová, os filhos de Arão. (1Rs 12:31, 32; 13:33; 2Cr 11:14; 13:9) Mais tarde, em Judá, embora muitos sacerdotes se tornassem infiéis a Deus, o sacerdócio às vezes exercia forte influência para manter Israel fiel a Jeová. (2Cr 23:1, 16; 24:2, 16; 26:17-20; 34:14, 15; Za 3:1; 6:11) Por volta da época do ministério de Jesus e dos apóstolos, o sumo sacerdócio se tinha tornado muito corrupto, mas havia muitos sacerdotes de bom coração para com Jeová, conforme se evidenciava em que, pouco depois da morte de Jesus, “uma grande multidão de sacerdotes começou a ser obediente à fé”. — At 6:7.
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MensagemAssunto: Re: sacerdócio biblico   Seg Ago 30, 2010 2:30 pm

hoje os cristãos precisam pagar dízimos?

Sob a Lei dada ao Israel antigo, o dízimo era um meio de sustentar a tribo de Levi e de cuidar dos mais carentes. (Levítico 27:30; Deuteronómio 14:28, 29) A morte sacrificial de Jesus aboliu a Lei e a sua exigência de pagar dízimos. (Efésios 2:13-15) O padrão na primitiva congregação cristã era que cada um contribuísse de acordo com os seus recursos e conforme o que tivesse resolvido no coração. (2 Coríntios 9:5, 7)
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