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 Antes de Jeová ter dado a sua lei a Israel, como podiam os humanos determinar qual era a vontade de Deus para com eles?

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são vieira



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MensagemAssunto: Antes de Jeová ter dado a sua lei a Israel, como podiam os humanos determinar qual era a vontade de Deus para com eles?   Dom Ago 29, 2010 3:24 pm


Ainda que desde a rebelião de Adão até o Dilúvio a maldade aumentasse entre a maioria de seus descendentes, alguns homens fiéis ‘prosseguiram andando com o verdadeiro Deus’. (Gên 5:22-24; 6:9; He 11:4-7) As únicas ordens específicas, registadas como tendo sido fornecidas a tais homens por Deus, são as instruções dadas a Noé com relação à arca. Noé as obedeceu implicitamente. (Gên 6:13-22) Não obstante, havia princípios e precedentes para guiar os humanos fiéis no seu ‘andar com o verdadeiro Deus’.

Eles sabiam da abundante generosidade de Deus em prover as coisas para o homem no Éden; eles viram a evidência do altruísmo e do amoroso interesse divinos. Sabiam que o princípio de chefia vigorava desde o início: Deus como cabeça do homem, e o homem como cabeça da mulher. Sabiam da designação de trabalho que Deus dera ao homem, bem como de Seu interesse no cuidado correto das coisas concedidas ao homem para seu uso e usufruto. Sabiam que as uniões sexuais deviam existir apenas entre homem e mulher, e que as pessoas assim unidas deviam fazê-lo no âmbito da relação marital, que ‘deixariam pai e mãe’ para formar uma união duradoura, em vez de temporária (como na fornicação). À base da ordem de Deus a respeito do uso das árvores do jardim do Éden e, em especial, da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, podiam compreender o princípio dos direitos de posse e o devido respeito a tais. Estavam cientes dos maus resultados advindos da primeira mentira. Sabiam que Deus aprovara a forma de adoração de Abel, que Deus desaprovara a inveja e o ódio de Caim para com seu irmão, e que Deus punira Caim pelo assassinato de Abel. — Gên 1:26–4:16.

Assim, mesmo sem disporem de adicionais declarações específicas, decretos ou estatutos da parte de Deus, eles podiam basear-se nestes princípios e precedentes para guiá-los em situações diferentes, porém relacionadas, que porventura surgissem. Séculos mais tarde, Jesus e seus apóstolos consideravam deste modo os assuntos pré-diluvianos. (Mt 19:3-9; Jo 8:43-47; 1Ti 2:11-14; 1Jo 3:11, 12) Lei significa regra de acção. Através das palavras e acções de Deus, eles dispunham dos meios para saber algo sobre Seus modos de agir, seus padrões, e isto deveria ser a regra de acção, ou lei, que eles deveriam seguir. Por assim fazerem, poderiam ‘prosseguir andando com o verdadeiro Deus’. Os que não o fizessem estariam pecando, ‘errando o alvo’, embora não houvesse um código jurídico que os condenasse.

Depois do Dilúvio, Deus deu a Noé a lei, válida para toda a humanidade, que permitia que se comesse carne, mas proibia comer sangue, e Ele declarava o princípio da pena capital para o assassinato. (Gên 9:1-6) No período pós-diluviano inicial, homens tais como Abraão, Isaque, Jacó e José mostraram genuíno interesse pelos modos de agir de Deus, por sua regra de acção. (Gên 18:17-19; 39:7-9; Êx 3:6) Embora Deus fornecesse certas ordens específicas a homens fiéis (Gên 26:5), como a lei da circuncisão, não há registo de que Ele lhes tenha dado um pormenorizado código jurídico para observar. ( De 5:1-3.) Não obstante, eles não só dispunham dos princípios e dos preceitos do período pré-diluviano para guiá-los, como também de outros princípios e preceitos derivados de expressões de Deus e de Seus modos de lidar com a humanidade no período pós-diluviano.

Assim, embora Deus não lhes tivesse dado um pormenorizado código jurídico, como fez mais tarde com os israelitas, os homens não deixavam de dispor de certos meios para determinar qual era a conduta certa e a errada. A idolatria, por exemplo, ainda não tinha sido especificamente condenada por meio duma lei expressa. Todavia, como mostra o apóstolo Paulo, tal prática era inescusável, uma vez que as “qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade”. Venerar e prestar “serviço sagrado antes à criação do que Àquele que criou” era contrário a toda a razão. Aqueles que seguissem tal proceder desarrazoado se desviariam, depois disso, para outras práticas injustas, como o homossexualismo, deixando ‘o uso natural de si mesmos por outro contrário à natureza’. Aqui também, embora não se tivesse dado nenhuma lei específica, tal prática era obviamente contrária ao modo de agir de Deus, o Criador, conforme manifesto na própria estrutura física do varão e da fêmea. O homem, tendo sido originalmente feito à imagem de Deus, tinha suficiente inteligência para observar tais coisas. Assim, ele era responsável perante Deus, caso agisse contrário ao modo de Deus; estaria pecando, ‘errando o alvo’, mesmo sem haver uma lei especificamente declarada que o acusasse. — Ro 1:18-27; compare isso com Ro 5:13.
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