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 Inestimáveis manuscritos bíblicos

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são vieira



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MensagemAssunto: Inestimáveis manuscritos bíblicos   Seg Ago 23, 2010 3:06 pm


Para os que amam a Bíblia, os maiores tesouros de Beatty são a sua vasta coleção de manuscritos bíblicos antigos e medievais. Manuscritos belamente adornados com iluminuras mostram a paciência e a arte dos escribas que os copiaram à mão. Os livros impressos revelam o talento e a habilidade dos primeiros encadernadores e impressores. Por exemplo, a Bíblia Latina foi impressa em Nuremberg, em 1479, por Anton Koberger, que viveu mais ou menos na mesma época de Johannes Gutenberg, e é descrito como “um dos antigos impressores mais importantes e produtivos”.

Uma peça excepcional na Biblioteca de Chester Beatty é um manuscrito em pergaminho do começo do quarto século, feito por Efrém, um erudito sírio. Efrém cita extensamente uma obra do segundo século, chamada a Diatessaron. Nela, o escritor Taciano reuniu os quatro relatos evangélicos sobre a vida de Jesus numa única narrativa harmoniosa. Mais tarde, outros escritores fizeram menção da Diatessaron, embora não existam mais cópias dela. Alguns eruditos do século 19 até mesmo duvidaram da sua existência. No entanto, em 1956, Beatty descobriu o comentário de Efrém sobre a Diatessaron de Taciano — uma descoberta que aumentou a evidência disponível da autenticidade e veracidade da Bíblia.

Uma colecção valiosa de manuscritos de papiro


Beatty também coleccionou uma enorme quantidade de manuscritos de papiro, tanto religiosos como seculares. Mais de 50 códices de papiro datam de antes do quarto século EC. Alguns desses papiros foram retirados de enormes pilhas de papiros encontrados em verdadeiros depósitos de papéis velhos, escondidos por séculos no deserto egípcio. Muitos eram apenas fragmentos de documentos de papiro quando postos à venda. Os negociantes traziam caixas de papelão cheias de fragmentos de papiro. “Os compradores interessados simplesmente enfiavam a mão nas caixas e pegavam os fragmentos maiores com maior quantidade de escrita”, diz Charles Horton, curador das Coleções Ocidentais da Biblioteca de Chester Beatty.

“A descoberta mais sensacional” de Beatty, diz Horton, foi de preciosos códices bíblicos que “incluíam algumas das cópias mais antigas conhecidas do Velho e do Novo Testamento cristãos”. Os comerciantes, que sabiam do valor dos códices, poderiam tê-los cortado para vender pedaços a compradores diferentes. No entanto, Beatty conseguiu comprar o conjunto inteiro de códices. Qual a importância deles? Sir Frederic Kenyon descreve essa descoberta como “de longe a mais importante” desde que Tischendorf descobriu o Códice Sinaítico em 1844.

Esses códices datam do período entre o segundo e o quarto séculos EC. Entre os livros das Escrituras Hebraicas na versão da Septuaginta Grega há duas cópias de Génesis. Esses têm valor especial, diz Kenyon, “porque o livro [de Génesis] não consta, na sua maior parte, no Vaticano e no Sinaítico”, que são manuscritos de pergaminho ou velino do quarto século. Três códices contêm livros das Escrituras Gregas Cristãs. Um deles tem a maior parte dos quatro Evangelhos e grande parte do livro de Atos. O segundo códice, com folhas adicionais que Beatty obteve mais tarde, tem uma cópia quase que completa das cartas do apóstolo Paulo, inclusive sua epístola aos hebreus. O terceiro códice contém cerca de um terço do livro de Revelação (ou Apocalipse). Segundo Kenyon, esses papiros “fortaleceram ainda mais, com provas tangíveis, a nossa confiança no texto do Novo Testamento, que temos em mãos hoje”.

Os papiros bíblicos de Chester Beatty mostram que os cristãos começaram a substituir os desajeitados rolos pelo códice, ou colecção de folhas, provavelmente antes do fim do primeiro século EC. Mostram também que, por causa da falta de material de escrita, os copistas com frequência reutilizavam as folhas velhas de papiro. Por exemplo, um manuscrito cóptico de parte do Evangelho de João foi escrito “no que parece ser um caderno de exercício escolar contendo cálculos de matemática grega”.

Esses documentos de papiro não são visualmente atraentes, mas são inestimáveis. Têm uma relação visível, concreta, com os primórdios do cristianismo. “Ali, bem diante dos seus olhos”, disse Charles Horton, “pode-se ver que tipos de livros eram usados por algumas das primeiras comunidades cristãs — livros que eles prezavam muito”. (Provérbios 2:4, 5) Se você tiver a oportunidade de examinar alguns desses tesouros na Biblioteca de Chester Beatty, não ficará desapontado.





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