À Procura da Verdade

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 traduções

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são vieira



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MensagemAssunto: traduções   Seg Ago 23, 2010 2:39 pm

EM TODOS os países e regiões de língua portuguesa a versão popular da Bíblia que goza da mais ampla distribuição leva o nome de seu tradutor, João Ferreira de Almeida. Quem era ele? Que parte desempenhou em tornar a Palavra de Deus disponível ao povo?

Um opúsculo intitulado “Computadores Confirmam a Bíblia”, compilado pelo prof. Irineu Monteiro, traz a lume certas informações interessantes, com base nas pesquisas do escritor Wilson Villanova, conforme a publicação A Bíblia no Brasil, de 1972.

João Ferreira de Almeida, declara-se, nasceu numa vila chamada Torre de Tavares, em Portugal, em 1628. Pouco se sabe de sua infância. Foi criado em Lisboa por seu tio, um sacerdote, com quem aprendeu latim. Aos 14 anos, partiu de Portugal para a Holanda, e dali, em 1641, mudou-se para a possessão holandesa de Batávia (agora Jacarta, capital da Indonésia), onde começou a frequentar a Igreja Reformada Holandesa local. Tão impressionado ficou com o conteúdo dum panfleto, “Diferença da Cristandade da Igreja Reformada e da Romana” que se converteu, fazendo sua “profissão de fé” no ano 1642, quando ainda era adolescente.

Como jovem sempre estudioso que era, pôs-se a trabalhar na tradução dum resumo dos Evangelhos e das Epístolas, do espanhol para o português. Em 1644-45, traduziu todas as Escrituras Gregas Cristãs (comummente mencionadas como Novo Testamento) do latim para o português. Casou-se com a filha dum pastor holandês, e, em 1656, foi ordenado ministro da Igreja Reformada. Seu ministério como pastor o levou ao Ceilão (agora Sri-Lanka) e a Tuticorin, sul da Índia, nos anos 1656-63.

Voltando à Batávia, em 1663, é nomeado membro do Consistório da Igreja Reformada, e, em 1670, conclui a tradução das Escrituras Gregas Cristãs da língua original, utilizando o Texto Recebido como base. Uma vez concluída tal tradução, o Consistório fez arranjos para que tal tradução fosse impressa.

Qual perito, Almeida, com o passar dos anos, passou a dominar as línguas bíblicas, além de seu excepcional conhecimento do latim, espanhol francês e holandês. Passou a traduzir as Escrituras Hebraicas (Velho Testamento), e chegou até os versículos finais de Ezequiel quando, sobrepujado por agudo esgotamento físico, faleceu aos 63 anos, em 6 de Agosto de 1691. Com respeito à tradução das Escrituras que fez, o bem-conhecido escritor, Teófilo Braga (1843-1924), declarou que se tratava do “maior e mais interessante documento para se estudar a língua portuguesa do século XVII”.

O prof. Monteiro, em seu tratado sobre o assunto, menciona correctamente que as edições da Bíblia disponíveis ao público em geral, actualmente, que trazem o nome de Almeida, foram modificadas a tal ponto que ‘ninguém diria serem a mesma’. Uma comparação das últimas edições com as que foram editadas no século 19, por exemplo, mostra amplas diferenças. A maioria das diferenças são, decididamente, aprimoramentos, devido ao crescente entendimento das línguas originais e a disponibilidade de manuscritos mais antigos que vieram a lume nos anos recentes, e às muitas mudanças na própria língua. Um grave defeito que não deve ser despercebido, contudo, é a remoção do Nome Divino. Almeida o empregou milhares de vezes na forma JEHOVAH, como se pode ver na reimpressão, de 1870, da edição de 1693. A Edição Revista e Corrigida (1954) retém o Nome em sua forma moderna (Jeová) em lugares tais como Salmo 83:18; Isaías 12:2 e, extensivamente, no livro de Ezequiel. Infelizmente, algumas edições, tais como a Edição Revista e Actualizada no Brasil (1964), não o empregam de forma alguma. Por outro lado, várias outras versões modernas seguem o exemplo de Almeida, restaurando o nome sagrado de Deus a seu legítimo lugar em Sua Palavra escrita.

Todos os povos de língua portuguesa têm, deveras, uma dívida de gratidão para com João Ferreira de Almeida, pelos esforços que fez em disseminar a Palavra escrita de Jeová, o Grande Manancial das puras “águas da verdade”. Seu trabalho de tradução, realizado no Ceilão, na Índia e na Indonésia, lá no século 17, tem tido resultados de longo alcance, até mesmo em nossos dias.

Graças demos a Jeová, o Deus comunicativo, de que Sua Palavra é mais viva, e exerce mais poder nesta parte final do século 20, do que nunca antes na história da humanidade! — Hebreus 4:12.

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MensagemAssunto: Re: traduções   Seg Ago 23, 2010 2:45 pm

A Tradução do Novo Mundo em todo o mundo

Para entender e proclamar a mensagem das Escrituras Sagradas, as Testemunhas de Jeová no decorrer dos anos têm usado muitas traduções diferentes da Bíblia. Embora estas traduções tenham seu mérito, muitas vezes são influenciadas por tradições religiosas e por crenças da cristandade. (Mateus 15:6) Por isso, as Testemunhas de Jeová reconheceram a necessidade de haver uma tradução da Bíblia que apresentasse fielmente o que está contido nos inspirados escritos originais.

O primeiro passo para satisfazer esta necessidade foi dado em Outubro de 1946, quando Nathan H. Knorr, membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, propôs a produção de uma nova tradução da Bíblia. Em 2 de Dezembro de 1947, a Comissão da Tradução do Novo Mundo da Bíblia empreendeu preparar uma tradução que fosse fiel ao texto original, que incluísse achados eruditos extraídos de recém-descobertos manuscritos bíblicos e que usasse uma linguagem facilmente compreendida pelos leitores actuais.

Com a publicação do primeiro volume em 1950 — a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs — tornou-se evidente que os tradutores tinham alcançado seu objectivo. Textos bíblicos antes apenas vagamente entendidos tornaram-se vividamente claros. Por exemplo, considere o texto difícil de entender em Mateus 5:3: “Bem-aventurados os pobres de espírito.” (Almeida) Este foi traduzido: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” A admoestação do apóstolo Paulo vertida “não tenhais cuidado de coisa alguma” (Figueiredo) foi traduzida: “Não estejais ansiosos de coisa alguma.” (Filipenses 4:6) E a referência dos discípulos de Jesus ao ‘sinal da sua vinda’ (Almeida) foi vertida “o sinal da tua presença”. (Mateus 24:3) É evidente que a Tradução do Novo Mundo abriu um novo mundo de entendimento.

Diversos eruditos ficaram impressionados. Por exemplo, o erudito bíblico britânico Alexander Thomson observou que a Tradução do Novo Mundo é notável na tradução exacta do tempo presente do grego. Para ilustrar isso: Efésios 5:25 reza: “Maridos, continuai a amar as vossas esposas”, em vez de dizer apenas: “Maridos, amai as vossas mulheres.” (Matos Soares) “Nenhuma outra versão parece ter demonstrado esta particularidade notável com tal plenitude e frequência”, disse Thomson a respeito da Tradução do Novo Mundo.

Outra particularidade notável da Tradução do Novo Mundo é o uso do nome pessoal de Deus, Jeová, tanto na parte hebraica como na parte grega das Escrituras. Visto que o nome hebraico de Deus ocorre quase 7.000 vezes no chamado Velho (ou Antigo) Testamento, é evidente que nosso Criador quer que seus adoradores usem o nome dele e o conheçam como pessoa. (Êxodo 34:6, 7) A Tradução do Novo Mundo tem ajudado milhões de pessoas a fazer isso.

A Tradução do Novo Mundo em muitas línguas

Desde que ela foi publicada em inglês, as Testemunhas de Jeová, em todo o mundo, têm ansiado receber a Tradução do Novo Mundo na sua língua nativa — e por bons motivos. Em alguns países era difícil conseguir traduções nas línguas locais, porque os representantes das Sociedades Bíblicas que as distribuíam não gostavam de ver seus estoques de Bíblias acabar nas mãos das Testemunhas de Jeová. Além disso, essas Bíblias vernáculas muitas vezes escondem ensinos vitais. Um exemplo típico é uma versão numa língua do sul da Europa, que oculta uma referência importante ao nome de Deus por substituir as palavras de Jesus, “santificado seja o teu nome”, por “sejas tu honrado por pessoas”. — Mateus 6:9.

Já em 1961, tradutores começaram a verter o texto inglês da Tradução do Novo Mundo em outras línguas. Apenas dois anos mais tarde, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs estava pronta em mais seis línguas. Então, 3 de cada 4 Testemunhas em todo o mundo podiam ler esta Bíblia na sua própria língua. Todavia, muito mais trabalho estaria envolvido se as Testemunhas de Jeová haviam de colocar um exemplar desta Bíblia nas mãos de muitos milhões de pessoas.

Em 1989, chegou-se mais perto deste objectivo com o estabelecimento de Serviços de Tradução na sede mundial das Testemunhas de Jeová. Este departamento desenvolveu um método de tradução que combinava o estudo de palavras bíblicas com a informática. O uso deste sistema possibilitou traduzir as Escrituras Gregas Cristãs para diversas outras línguas em um ano, e as Escrituras Hebraicas em dois anos — uma fracção do tempo normalmente necessário para um projecto de tradução da Bíblia. Desde que se desenvolveu este método, traduziram-se do inglês e lançaram-se 29 edições da Tradução do Novo Mundo em línguas faladas por mais de dois biliões de pessoas. Agora está em andamento a tradução para mais 12 línguas. Até o momento, a Tradução do Novo Mundo em inglês foi traduzida, inteira ou em parte, para 41 línguas.

Já se passaram mais de 50 anos desde o lançamento da primeira parte da Tradução do Novo Mundo, em 3 de Agosto de 1950, na Assembleia do Aumento da Teocracia, das Testemunhas de Jeová, na cidade de Nova York. Naquela ocasião, Nathan H. Knorr exortou os congressistas: “Levem esta tradução. Leiam-na do começo ao fim, o que lhes dará prazer. Estudem-na, pois ajudará a melhorar seu entendimento da Palavra de Deus. Distribuam-na.” Incentivamos você a ler a Bíblia diariamente, porque a mensagem dela pode ajudá-lo a ‘estar de pé, completo e com firme convicção em toda a vontade de Deus’. — Colossenses 4:12.

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