À Procura da Verdade

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 Breve resumo de 2 coríntios

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são vieira



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MensagemAssunto: Breve resumo de 2 coríntios   Qui Ago 19, 2010 6:39 am

Ajuda da parte do “Deus de todo o consolo” (1:1–2:11). Paulo inclui Timóteo nas saudações iniciais. “Bendito seja”, diz Paulo, “o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo, que nos consola em toda a nossa tribulação”, para que nós, por nossa vez, possamos consolar a outros. Embora Paulo e seus companheiros estivessem sob extrema pressão e em perigo de vida, Deus os socorria. Os coríntios podem também ajudar com orações em favor deles. É com confiança na sua sinceridade e na benignidade imerecida de Deus que ele lhes escreve. As promessas de Deus se tornaram “Sim” mediante Jesus, e Ele ungiu os que pertencem a Cristo e lhes deu “o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito”, nos seus corações. — 1:3, 4, 20, 22.

 Parece que o homem que era objecto dos comentários de Paulo na sua primeira carta, capítulo cinco, foi expulso da congregação. Ele se arrependeu e demonstra tristeza. Assim, Paulo diz aos coríntios que estendam genuíno perdão e confirmem o seu amor para com o penitente.

 Habilitados quais ministros do novo pacto (2:12–6:10). Paulo apresenta a si mesmo e os cristãos coríntios como estando numa procissão triunfal com Cristo. (Os coríntios estavam familiarizados com o cheiro do suave incenso que era queimado ao longo do caminho das procissões dos exércitos vitoriosos naqueles dias.) Há forte contraste entre o “cheiro” do cristão para os que irão ganhar a vida e o “cheiro” para os que irão perecer. “Não somos vendedores ambulantes da palavra de Deus”, afirma Paulo. — 2:16, 17.

 Paulo e seus colaboradores não necessitam de documentos, cartas de recomendação, escritas pelos coríntios ou para os coríntios. Os próprios crentes coríntios constituem cartas de recomendação, escritas “por nós, como ministros”, e inscritas, não em tábuas de pedra, mas “em tábuas carnais, nos corações”, declara Paulo. Deus habilitou adequadamente os ministros do novo pacto. O código escrito era a administração da morte, com glória desvanecente, e era temporário. A administração do espírito, porém, conduz à vida, é duradoura e de glória abundante. Quando “se lê Moisés”, há um véu sobre o coração dos filhos de Israel, mas, quando se volta para Jeová, o véu é removido e são “transformados na mesma imagem, de glória em glória”. — 3:3, 15, 18.

 Daí, Paulo continua: ‘Temos este ministério segundo a misericórdia que se teve connosco. Temos renunciado às coisas dissimuladas, e não adulteramos a palavra de Deus, mas recomendamo-nos, tornando manifesta a verdade. Se a mensagem das boas novas está velada, é porque o deus deste mundo cegou a mente dos incrédulos. Nossos corações, porém, acham-se iluminados com o glorioso conhecimento de Deus pelo rosto de Cristo. Quão grande é este tesouro que temos! Está em vasos de barro, para que o poder além do normal seja o de Deus. Sob perseguição e tensão, sim, em face da própria morte, exercemos fé e não desistimos, pois a tribulação momentânea produz para nós uma glória de peso cada vez maior e é eterna. Portanto, fixamos os olhos nas coisas não vistas.’ — 4:1-18.

 ‘Sabemos que’, escreve Paulo, ‘a nossa casa terrestre dará lugar à eterna nos céus. No ínterim, prosseguimos em fé e temos boa coragem. Embora ausentes de Cristo, procuramos ser aceitáveis a ele’. (5:1, 7-9) Os que estão em união com Cristo são “nova criação” e têm um ministério de reconciliação. São “embaixadores, substituindo a Cristo”. (5:17, 20) De todos os modos, Paulo recomenda a si mesmo qual ministro de Deus. Como? ‘Pela perseverança em muito no sentido de tribulações, espancamentos, labores, em noites sem dormir, pela pureza, pelo conhecimento, pela longanimidade, pela benignidade, por espírito santo, pelo amor livre de hipocrisia, pela palavra veraz, pelo poder de Deus, como pobre, mas enriquecendo a muitos, como não tendo nada, e ainda assim possuindo todas as coisas.’ — 6:4-10.

 “Aperfeiçoando a santidade em temor de Deus” (6:11–7:16). Paulo fala aos coríntios: ‘O nosso coração alargou-se para recebê-los.’ Eles, também, devem alargar as suas ternas afeições. Mas vem, então, um aviso! “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos.” (6:11, 14) Que associação tem a luz com as trevas, ou Cristo com Belial? Como templo do Deus vivo, precisam separar-se e deixar de tocar em coisa impura. Paulo diz: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade em temor de Deus.” — 7:1.

 Paulo declara ainda mais: “Estou cheio de consolo, estou transbordando de alegria em toda a nossa aflição.” (7:4) Por quê? Não só por causa da presença de Tito, mas, também, por causa do bom relatório procedente de Corinto, de terem saudades de Paulo, de seu lamento e o zelo que têm por ele. Compreende que a sua primeira carta causou tristeza temporária, mas regozija-se de que os coríntios se entristeceram em arrependimento para a salvação. Ele os elogia por terem cooperado com Tito.

A generosidade será recompensada (8:1–9:15). No tocante às contribuições para os “santos” necessitados, Paulo cita o exemplo dos macedónios, cuja generosidade, não obstante a grande pobreza deles, estava realmente além de suas possibilidades; e espera então ver a mesma disposição de dar da parte dos coríntios como demonstração da genuinidade do seu amor pelo Senhor Jesus Cristo, que se tornou pobre para que eles se tornassem ricos. As dádivas que farão segundo as suas possibilidades permitirão contrabalançar as coisas, de modo que quem tem muito não terá demais, e quem tem pouco não terá pouco demais. Tito e outros estão sendo enviados a eles em conexão com estas bondosas dádivas. Paulo vem jactando-se da generosidade e da prontidão da parte dos coríntios, e não quer que fiquem envergonhados por não completarem a dádiva abundante. Sim, “quem semear generosamente, ceifará também generosamente”. Que seja do coração, pois “Deus ama o dador animado”. Ele é também capaz de fazer com que a sua benignidade imerecida abunde para com eles e de enriquecê-los para toda a sorte de generosidade. “Graças a Deus por sua indescritível dádiva gratuita.” — 9:1, 6, 7, 15.

Paulo atesta seu apostolado (10:1–13:14). Paulo reconhece que tem aparência humilde. Mas os cristãos não guerreiam segundo a carne; as suas armas são espirituais, “poderosas em Deus”, para derrubar raciocínios contrários ao conhecimento de Deus. (10:4) Alguns, vendo as coisas segundo o seu valor aparente, dizem que as cartas do apóstolo são ponderosas, mas a sua fala é desprezível. Saibam eles que as ações de Paulo serão exatamente como as suas palavras por carta. Os coríntios devem entender que Paulo não se jacta de consecuções no território de outrem. Ele lhes levou pessoalmente as boas novas. Outrossim, se há de haver jactância, que esta seja em Jeová.

 Paulo sente a sua responsabilidade de apresentar a congregação coríntia a Cristo como virgem casta. Assim como Eva foi seduzida pela astúcia da serpente, há perigo de que a mente deles seja corrompida. Por conseguinte, Paulo fala, com vigor contra os “superfinos apóstolos” da congregação coríntia. (11:5) São falsos apóstolos. O próprio Satanás persiste em transformar-se em anjo de luz, portanto, não é de admirar que seus ministros façam o mesmo. Mas, quanto a serem ministros de Cristo, como é que se comparam com os antecedentes de Paulo? Ele suportou muitas coisas: prisões, espancamentos, naufrágios três vezes, muitos perigos, passou muitas vezes sem dormir e sem alimento. Contudo, em tudo isto, nunca perdeu de vista as necessidades das congregações e sempre se sentiu enfurecido quando alguém tropeçava.

 Portanto, se é que alguém tem motivo de jactar-se, este é Paulo. Poderiam os outros chamados apóstolos em Corinto dizer que foram arrebatados ao paraíso para ouvir coisas inefáveis? Não obstante isto, Paulo fala das suas fraquezas. Para que não se sentisse demasiadamente exaltado, foi-lhe dado “um espinho na carne”. Paulo suplicou que isso fosse removido, mas foi-lhe dito: “Basta-te a minha benignidade imerecida.” Paulo prefere jactar-se nas suas fraquezas, para que o “poder do Cristo” permaneça sobre ele como uma tenda. (12:7, 9) Não, Paulo não se provou inferior aos “superfinos apóstolos”, e os coríntios têm visto as provas do apostolado que produziu entre eles “em toda a perseverança, e por sinais, e portentos, e obras poderosas”. Não está buscando os bens deles, assim como nem Tito nem os outros colaboradores, aos quais enviou, tiraram vantagem deles. — 12:11, 12.

 Todas as coisas são para a edificação deles. Entretanto, Paulo expressa temores no sentido de que, ao chegar a Corinto, encontrará alguns que não se arrependeram das obras da carne. Adverte os pecadores de antemão de que tomará a devida acção e não poupará a nenhum deles, e aconselha a todos na congregação a continuar a provar se estão na fé em união com Jesus Cristo. Paulo e Timóteo orarão a Deus por eles. Paulo ordena que se regozijem e sejam restaurados em união, para que o Deus do amor e da paz esteja com eles, e conclui enviando saudações dos santos e seus próprios votos de felicidade para a bênção espiritual deles.
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