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 Por que proibia a lei mosaica que se comesse gordura?

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são vieira



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MensagemAssunto: Por que proibia a lei mosaica que se comesse gordura?    Qua Ago 11, 2010 10:04 am



Segundo a lei dada aos israelitas, tanto o sangue como a gordura eram considerados como pertencentes exclusivamente a Jeová Deus. A Lei declarava: “É um estatuto por tempo indefinido para as vossas gerações, em todos os vossos lugares de morada: Não deveis comer nenhuma gordura nem sangue algum.” — Lev. 3:17.

O sangue representa a vida da pessoa ou do animal. Este é o motivo por que a Bíblia diz que a “alma” “está no sangue”. (Gên. 9:4; Lev. 17:11, 14) Visto que só Jeová Deus pode dar vida, a vida ou o que representa a vida, o sangue, pertence legitimamente a ele.

A gordura era considerada como a parte melhor ou mais suculenta. Isto é evidenciado pelas expressões figuradas tais como “a parte gorda do país”, “o melhor [literalmente: a gordura] do azeite” e “o melhor [literalmente: a gordura] do vinho novo e dos cereais”. (Gên. 45:18; Núm. 18:12) Portanto, a proibição de se comer gordura evidentemente servia para incutir nos israelitas que a “primeira” ou melhor parte pertencia a Jeová, a ser-lhe oferecida em sacrificío. Comer a gordura, portanto, teria significado uma apropriação ilegal de algo que havia sido santificado a Jeová. Teria significado a violação de seus direitos. Entretanto, no caso dum animal que morreu por si mesmo ou que foi morto por outro animal podia-se usar a gordura para outros fins. — Lev. 7:23-25.

Muitos comentadores bíblicos acreditam que a ordem concernente à gordura referia-se apenas a animais aceitáveis para sacrifícios. Mas, existem indícios de que esta proibição de se comer gordura se aplicava a todos os animais. O preceito a respeito da gordura é relacionado com o relativo ao sangue. E proibia-se como alimento o sangue de todos os animais. (Lev. 17:13, 14; Deu. 12:15, 16) Por isso é razoável que o regulamento a respeito da gordura também abranja a gordura de todos os animais.

Pode-se também observar que a sangria correta não removia toda molécula de sangue da carne; contudo, os resíduos de sangue remanescentes não tornavam o sangue impróprio para o consumo. De modo similar, a proibição de se comer a gordura não tornava imprópria como alimento a carne que ainda tivesse traços de gordura.

Naturalmente, a proibição da gordura não impedia engordarem-se ou cevarem-se ovelhas ou gado para o consumo. As Escrituras mencionam até mesmo “cucos cevados”. (1 Reis 4:23) Em vista da restrição imposta ao uso da gordura para alimento, evidentemente a ‘cova’ não tinha por fim produzir camadas de gordura, mas sim que o animal estivesse cheio de carne, e não magro.

Em Deuteronómio 32:14, a referência à “gordura de carneiros” como dada aos israelitas é figurativa. Indica o melhor do rebanho (similar à expressão portuguesa referente à “nata” de qualquer coisa). A Bíblia de Jerusalém (em inglês) reza por isso: “o alimento suculento dos pastos”. As palavras de Neemias 8:10: “Ide, comei as coisas gordurosas”, devem ser entendidas de modo similar. As “coisas gordurosas” figurativas indicam porções suculentas e saborosas, sem dúvida incluindo petiscos preparados com óleo vegetal. A tradução inglesa de James Moffatt diz: “Comei os petiscos.” (Veja a versão do Centro Bíblico Católico.) Algumas coisas, tais como bolinhos feitos de cereais, eram fritos em “gordura”. Mas não se tratava de gordura animal, sendo vegetal, sendo amiúde azeite de oliva. — Lev. 2:7.

Com excepção da proibição do sangue, que vigorava já para com a raça humana inteira desde o dilúvio dos dias de Noé, não vigoram hoje para os cristãos as restrições da lei mosaica quanto aos alimentos. (Gên. 9:4) O apóstolo Paulo escreveu sob inspiração: “Nenhum homem vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou com respeito a uma festividade ou à observância da lua nova ou dum sábado; pois estas coisas são sombra das coisas vindouras, mas a realidade pertence ao Cristo.” (Col. 2:16, 17) Não obstante, a lei a respeito da gordura deve lembrar aos cristãos a contínua necessidade de darem o melhor a Jeová Deus. (Pro. 3:9, 10) Isto deve ser reflectido em cada aspecto da vida do cristão. O conselho bíblico é: “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens, pois sabeis que é de Jeová que recebereis a devida recompensa da herança.” — Col. 3:23, 24.

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