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 torre babel - babilónia antiga

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são vieira



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MensagemAssunto: torre babel - babilónia antiga   Qui Jul 30, 2009 12:15 pm

babilónia foi nome posterior dado a Babel. Esta cidade de fama encontrava-se ao longo do rio Eufrates, nas planícies de Sinear, aproximadamente a 870 km ao L de Jerusalém e a uns 80 km ao S de Bagdá. As ruínas de Babilónia estendem-se sobre uma vasta área em forma dum triângulo. Diversas elevações encontram-se espalhadas nesta área. Tell Babil (Mujelibe), na parte setentrional do triângulo, preserva o antigo nome e se encontra a uns 10 km ao NE de Hila, no Iraque.



Última edição por são vieira em Qua Ago 25, 2010 2:41 pm, editado 1 vez(es)
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são vieira



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MensagemAssunto: Re: torre babel - babilónia antiga   Qua Ago 25, 2010 2:40 pm

um pouco de história...Ninrode, que viveu na última parte do terceiro milénio AEC, fundou Babilónia como capital do primeiro império político do homem. A construção desta cidade, porém, parou repentinamente, quando houve uma confusão na comunicação. (Gên 11:9) Surgiram e desapareceram gerações posteriores de reconstrutores. Hamurábi ampliou a cidade, fortificou-a e a tornou a capital do Império Babilónico sob domínio semita.

Quando estava sob o controle da Potência Mundial Assíria, Babilónia estava envolvida em diversas lutas e revoltas. Daí, com o declínio do segundo império mundial, o caldeu Nabopolassar fundou uma nova dinastia em Babilónia, por volta de 645 AEC. Seu filho, Nabucodonosor II, que completou a restauração e levou a cidade à sua maior glória, jactou-se: “Não é esta Babilónia, a Grande, que eu mesmo construí?” (Da 4:30) Babilónia continuou em tal glória como capital da terceira potência mundial até a noite de 5 de Outubro de 539 AEC (calendário gregoriano), quando ela caiu diante os exércitos invasores medo-persas, sob o comando de Ciro, o Grande.

Naquela noite fatídica, na cidade de Babilónia, Belsazar realizava um banquete com mil de seus grandes. Nabonido não estava presente para ver a ominosa escrita na parede de reboco: “MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.” (Da 5:5-28) Depois de ter sofrido uma derrota às mãos dos persas, Nabonido refugiara-se na cidade de Borsipa, ao SO. Mas o profeta de Jeová, Daniel, estava presente em Babilónia naquela noite de 5 de Outubro de 539 AEC, e ele deu a conhecer o significado da escrita na parede. Os homens do exército de Ciro não estavam dormindo no seu acampamento ao redor das aparentemente inexpugnáveis muralhas de Babilónia. Para eles, era uma noite de grande actividade. Numa brilhante estratégia, os engenheiros militares de Ciro desviaram o poderoso rio Eufrates do seu curso normal através da cidade de Babilónia. Os persas avançaram então pelo leito do rio, subiram às margens dele e tomaram a cidade de surpresa, através dos portões ao longo do cais. Passando rapidamente pelas ruas, matando a todos os que resistiam, capturaram o palácio e mataram Belsazar. Tudo estava acabado. Em uma única noite, Babilónia caiu, terminando com séculos de supremacia semítica; o controle sobre Babilónia passou a ser ariano, e assim se cumpriu a palavra profética de Jeová. — Is 44:27; 45:1, 2; Je 50:38; 51:30-32

A partir daquela data memorável, 539 AEC, a glória de Babilónia começou a diminuir, ao passo que a cidade entrou em decadência. Ela se revoltou duas vezes contra o imperador persa Dario I (Histaspes), e na segunda ocasião foi desmantelada. Uma cidade parcialmente restaurada rebelou-se contra Xerxes I e foi saqueada. Alexandre Magno pretendia fazer de Babilónia sua capital, mas morreu de repente, em 323 AEC. Nicátor conquistou a cidade em 312 AEC e transportou grande parte do seu material para as margens do Tigre, a fim de ser usado na construção da sua nova capital, Selêucia. Todavia, a cidade e uma colónia de judeus continuava ali nos primitivos tempos cristãos, propiciando ao apóstolo Pedro um motivo para visitar Babilónia, conforme se observa na sua carta. (1Pe 5:13) Inscrições encontradas ali mostram que o templo de Bel em Babilónia existia ainda em 75 EC. Por volta do quarto século EC, a cidade parece ter deixado de existir. Tornou-se apenas “montões de pedras”. — Je 51:37.

Hoje só restam de Babilónia montões de escombros e ruínas, uma verdadeira terra deserta. O livro Archaeology and Old Testament Study (Arqueologia e o Estudo do Antigo Testamento) declara: “Essas extensas ruínas, das quais, apesar da obra de Koldewey, apenas uma pequena parte foi escavada, foram extensamente saqueadas nos séculos passados pelos seus materiais de construção. Parcialmente em consequência disso, grande parte da superfície apresenta agora a aparência de uma desordem tão caótica, que evoca fortemente as profecias de Isa. xiii. 19–22 e de Jer. l. 39 ss., a impressão de desolação sendo ainda aumentada pela aridez característica de grande parte da área em ruínas.” — Editado por D. W. Thomas, Oxford, 1967, p. 41.

 Babilónia era um lugar muito religioso.
A evidência derivada de escavações e de textos antigos indica a existência de mais de 50 templos. O principal deus da cidade imperial era Marduque, chamado Merodaque na Bíblia. Sugeriu-se que Ninrode fora deificado como Marduque, mas as opiniões dos peritos variam quanto à identificação de deuses com humanos específicos. Na religião babilónica também se destacavam tríades de divindades. Uma delas, composta de dois deuses e uma deusa, era Sin (o deus-lua), Xamaxe ou Samas (o deus-sol), e Istar; dizia-se que estes eram os governantes do Zodíaco. E ainda outra tríade era composta dos diabos Labartu, Labasu e Accazu. A idolatria evidenciava-se em toda a parte. Babilónia, de fato, era “uma terra de imagens entalhadas”, de imundos “ídolos sórdidos”. — Je 50:1, 2, 38.

Os babilónios acreditavam na imortalidade da alma humana. — The Religion of Babylonia and Assyria (A Religião de Babilónia e Assíria), de M. Jastrow, Jr., 1898, p. 556.

Os babilónios desenvolveram a astrologia no empenho de descobrir o futuro do homem nas estrelas. A magia, a feitiçaria e a astrologia desempenhavam um papel destacado na religião deles. (Is 47:12, 13; Da 2:27; 4:7) Muitos corpos celestes, por exemplo, planetas, receberam nomes de deuses babilónios. A adivinhação continuava a ser um dos componentes básicos da religião babilónica nos dias de Nabucodonosor, que a usava para tomar decisões. — Ez 21:20-22.

Inimiga Secular de Israel. A Bíblia faz muitas referências a Babilónia, começando com o relato em Génesis sobre a cidade original de Babel. (Gên 10:10; 11:1-9) Entre os despojos tirados de Jericó por Acã estava “um manto oficial de Sinear”. (Jos 7:21) Após a queda do reino setentrional de Israel, em 740 AEC, pessoas de Babilónia e de outras regiões foram trazidas para substituir os israelitas cativos. (2Rs 17:24, 30) Ezequias cometeu o erro de mostrar a mensageiros de Babilónia os tesouros da sua casa; estes mesmos tesouros, bem como alguns dos “filhos” de Ezequias, foram mais tarde levados a Babilónia. (2Rs 20:12-18; 24:12; 25:6, 7) O Rei Manassés (716-662 AEC) também foi levado cativo a Babilónia, mas, por se ter humilhado, Jeová o restabeleceu no trono dele. (2Cr 33:11) O Rei Nabucodonosor levou os preciosos utensílios da casa de Jeová a Babilónia, junto com milhares de cativos. — 2Rs 24:1–25:30; 2Cr 36:6-20.

Os historiadores, às vezes, subdividem Babilónia, chamando a parte setentrional de Acade e a parte meridional de Suméria, ou Caldéia. Originalmente, este território era chamado nas Escrituras de “terra de Sinear”. (Gên 10:10; 11:2) Mais tarde, quando governantes dominantes fizeram de Babilónia sua capital, esta região era conhecida como Babilónia. Visto que às vezes predominavam as dinastias caldéias, era também chamada de “a terra dos caldeus”. (Je 24:5; 25:12; Ez 12:13) Algumas das cidades antigas em Babilónia eram Acade, Adabe, Babilónia, Borsipa, Ereque, Lágaxe, Nipur, Quis e Ur. O Império Babilónico, naturalmente, estendia-se além de Babilónia, abrangendo a Síria e a Palestina, para baixo até a fronteira do Egipto.

Por volta da primeira metade do oitavo século AEC, um rei assírio de nome Tiglate-Pileser III (Pul) governava Babilónia. (2Rs 15:29; 16:7; 1Cr 5:26) Posteriormente, um caldeu chamado Merodaque-Baladã tornou-se rei de Babilônia, mas, depois de 12 anos, ele foi deposto por Sargão II. Senaqueribe, sucedendo Sargão II, confrontou-se com outra revolta babilónica, chefiada por Merodaque-Baladã. Após a tentativa fracassada de Senaqueribe, de capturar Jerusalém, em 732 AEC, Merodaque-Baladã mandou enviados a Ezequias, de Judá, possivelmente para procurar apoio contra a Assíria. (Is 39:1, 2; 2Rs 20:12-18) Depois, Senaqueribe expulsou Merodaque-Baladã e coroou-se governante de Babilónia, posição que ocupou até à sua morte. Seu filho, Esar-Hadom, reconstruiu Babilónia. Os babilónios cerraram fileiras em torno de Nabopolassar e conferiram-lhe o reinado. Com ele começou a dinastia neobabilónica, que havia de continuar até Belsazar. Esta dinastia, desde o filho de Nabopolassar, Nabucodonosor, até Belsazar, é representada na profecia bíblica pela cabeça de ouro da estátua do sonho de Nabucodonosor (Da 2:37-45), e, num sonho-visão de Daniel, por um leão que tinha asas de águia e coração de homem. — Da 7:4.

Em 632 AEC, a Assíria foi subjugada por esta nova dinastia caldéia, com a ajuda de aliados medos e citas. Em 625 AEC, o filho mais velho de Nabopolassar, Nabucodonosor (II), derrotou Faraó Neco, do Egipto, na batalha de Carquemis, e no mesmo ano assumiu as rédeas do governo. (Je 46:1, 2) Sob Nabucodonosor, Babilónia era “um copo de ouro” na mão de Jeová, para derramar indignação contra as infiéis Judá e Jerusalém. (Je 25:15, 17, 18; 51:7) Em 620 AEC, ele compeliu Jeoiaquim a pagar tributo, mas, depois de cerca de três anos, Jeoiaquim revoltou-se. Em 618 AEC, ou durante o terceiro ano de Jeoiaquim, como governante tributário, Nabucodonosor investiu contra Jerusalém. (2Rs 24:1; 2Cr 36:6) Todavia, antes de Jeoiaquim poder ser preso pelos babilónios, ele morreu. Joaquim, tendo sucedido ao pai, prontamente se rendeu, e, junto com outros nobres, foi levado cativo a Babilónia, em 617 AEC. (2Rs 24:12) Zedequias foi a seguir designado para assumir o trono de Judá, mas ele também se rebelou; e, em 609 AEC, os babilónios sitiaram novamente Jerusalém e finalmente brecharam suas muralhas, em 607 AEC. (2Rs 25:1-10; Je 52:3-12) Aquele ano, 607 AEC, quando Jerusalém foi desolada, era significativo na contagem do tempo até Jeová, o Soberano Universal, estabelecer no poder do Reino o governante mundial da sua escolha.

Encontrou-se uma tabuinha cuneiforme que menciona a campanha contra o Egipto no 37.° ano de Nabucodonosor (588 AEC). Esta talvez fosse a ocasião em que o poderoso Egipto foi trazido sob controle babilónico, conforme predito pelo profeta Ezequiel, evidentemente no ano 591 AEC. (Ez 29:17-19) Finalmente, depois de um reinado de 43 anos, que incluiu tanto a conquista de muitas nações como um grandioso programa de construção na própria Babilónia, Nabucodonosor II faleceu em Outubro de 582 AEC, e foi sucedido por Avil-Marduque (Evil-Merodaque). Este novo governante foi bondoso para com o cativo Rei Joaquim. (2Rs 25:27-30) Pouco se sabe sobre os reinados de Neriglissar, que foi evidentemente o sucessor de Evil-Merodaque, e de Labasi-Marduque.

Há informações históricas mais completas disponíveis a respeito de Nabonido e de seu filho, Belsazar, os quais evidentemente governavam como co-regentes na época da queda de Babilónia.

Então, os medos e os persas, sob o comando de Ciro, o Grande, já estavam em marcha para assumir o controle sobre Babilónia e tornar-se a quarta potência mundial. Na noite de 5 de Outubro de 539 AEC (calendário gregoriano), Babilónia foi tomada e Belsazar foi morto. No primeiro ano de Ciro, após a conquista de Babilónia, ele emitiu o seu famoso decreto que permitiu a um grupo que incluía 42.360 homens, além de muitos escravos e cantores profissionais, retornar a Jerusalém. Uns 200 anos mais tarde, o domínio persa sobre Babilónia chegou ao fim, quando Alexandre Magno capturou Babilónia, em 331 AEC. Por volta de meados do segundo século AEC, os partos, sob o seu rei Mitridates I, estavam no controle de Babilónia.

Visto que comunidades judaicas haviam florescido nesta terra, Pedro, o apóstolo para os judeus, foi a Babilónia, e foi dali que escreveu pelo menos uma das suas cartas inspiradas. (Gál 2:7-9; 1Pe 5:13) Líderes judaicos nestas comunidades orientais também desenvolveram o Targum Babilónico, igualmente conhecido como Targum de Onkelos, e produziram diversos manuscritos das Escrituras Hebraicas. O Códice dos Profetas Posteriores, de Petersburg, datado de 916 EC, é digno de nota porque engloba uma mistura de versões oriental (babilónica) e ocidental (tiberiana).


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