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 simbolismo dos templos construidos

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são vieira



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MensagemAssunto: simbolismo dos templos construidos   simbolismo dos templos construidos EmptyTer Jul 28, 2009 4:08 am

O Grande Templo Espiritual de Deus.

O tabernáculo construído por Moisés e os templos edificados por Salomão, Zorobabel e Herodes eram apenas típicos ou pictóricos. O apóstolo Paulo indicou isto quando escreveu que o tabernáculo, cujos aspectos básicos foram incluídos nos templos posteriores, era ‘uma representação típica e sombra das coisas celestiais’. (He 8:1-5; veja também 1Rs 8:27; Is 66:1; At 7:48; 17:24.) As Escrituras Gregas Cristãs expõem a realidade representada pelo tipo. Estas Escrituras mostram que o tabernáculo e os templos construídos por Salomão, Zorobabel e Herodes, junto com suas particularidades, representavam um templo maior e espiritual, de Jeová, a “verdadeira tenda, que Jeová erigiu, e não algum homem”. (He 8:2) Conforme revelado por suas várias particularidades, esse templo espiritual é o arranjo para se chegar a Jeová em adoração à base do sacrifício propiciatório de Jesus Cristo. — He 9:2-10, 23.

A carta inspirada aos hebreus diz que, neste templo espiritual, o Santíssimo é o “próprio céu”, a área em que a pessoa de Deus se encontra. (He 9:24) Visto que apenas o Santíssimo é o “próprio céu”, o Santo e o pátio sacerdotal, bem como suas particularidades, têm de ser pertinentes a coisas na terra, coisas estas que têm a ver com Jesus Cristo, durante seu ministério na terra, e seus seguidores que são “participantes da chamada celestial”. — He 3:1.

A cortina era uma barreira que separava o Santo do Santíssimo; no caso de Jesus ela representava “sua carne”, que ele teve de depor em sacrifício, renunciando a ela para sempre, para poder entrar no céu, o antitípico Santíssimo. (He 10:20) Os cristãos ungidos também têm de ultrapassar a barreira carnal que os separa do acesso à presença de Deus no céu. Coerentemente, o Santo representa a sua condição quais filhos de Deus ungidos pelo espírito, com vida celestial em vista, e eles ganharão essa recompensa celestial quando seus corpos carnais forem deixados de lado na morte. — 1Co 15:50; He 2:10.

Enquanto ainda se encontram no antitípico Santo, esses que foram ungidos com espírito santo e que servem como subsacerdotes com Cristo podem usufruir esclarecimento espiritual, como que do candelabro; comer alimento espiritual, como que da mesa dos pães da proposição; e oferecer oração, louvor e serviço a Deus, como que apresentando incenso de doce fragrância no altar de ouro do incenso. O Santo do templo típico era velado aos de fora por meio duma cortina, e, de maneira similar, como a pessoa sabe que é um filho de Deus ungido pelo espírito e o que sente como tal, não pode ser plenamente compreendido pelos que não são assim ungidos. — Re 14:3.

No pátio do antigo templo ficava o altar para a oferta de sacrifícios. Isto prefigurava a provisão de Deus, segundo a sua vontade, para que um sacrifício humano perfeito resgatasse a prole de Adão. (He 10:1-10; 13:10-12; Sal 40:6-Cool No templo espiritual, o próprio pátio tem de dizer respeito a uma condição relacionada com aquele sacrifício. No caso de Jesus, foi o fato de ele ser um humano perfeito que tornou aceitável o sacrifício de sua vida. No caso de seus seguidores ungidos, todos eles são declarados justos à base de sua fé no sacrifício de Cristo, de modo que são encarados por Deus como pessoas sem pecado, ainda na carne. — Ro 3:24-26; 5:1, 9; 8:1.

As particularidades essenciais da “verdadeira tenda”, o grande templo espiritual de Deus, já existiam no primeiro século EC. Isto é indicado pelo fato de que, com referência ao tabernáculo construído por Moisés, Paulo escreveu que era “uma ilustração para o tempo designado que agora chegou”, isto é, para algo que existia quando Paulo estava escrevendo. (He 9:9) Aquele templo certamente existia quando Jesus apresentou o valor de seu sacrifício no seu Santíssimo, no próprio céu. Deve realmente ter vindo à existência em 29 EC, quando Jesus foi ungido com espírito santo para servir como grande Sumo Sacerdote de Jeová. — He 4:14; 9:11, 12.

Jesus Cristo promete aos cristãos gerados pelo espírito que, aquele que vencer, que perseverar fielmente até o fim, será feito “coluna no templo do meu Deus, e ele, de modo algum, jamais sairá dele”. (Re 3:12) Portanto, dá-se a este um lugar permanente no “próprio céu”, o antitípico Santíssimo.

Revelação (Apocalipse) 7:9-15 revela “uma grande multidão” de outros adoradores de Jeová que participam na adoração pura no templo espiritual. Os que compõem essa “grande multidão” não são descritos em termos que os identifique como subsacerdotes. Portanto, deve-se entender que eles estão de pé no que foi representado pelo pátio dos Gentios, uma particularidade especial no templo reconstruído por Herodes. Menciona-se que os que compõem essa “grande multidão” “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. Por causa de sua fé no sacrifício de Cristo, atribui-se-lhes uma posição justa que possibilita a sua preservação através da “grande tribulação”, de modo que se diz que eles “saem” como sobreviventes.

Em Isaías 2:1-4 e Miquéias 4:1-4, menciona-se que o “monte da casa de Jeová” ficará ‘elevado’ na “parte final dos dias”, e prediz-se um ajuntamento de pessoas de “todas as nações” a essa “casa de Jeová”. Visto que não há templo literal de Jeová em Jerusalém desde 70 EC, isto tem de referir-se, não a uma estrutura material, mas a que a adoração pura ficará elevada, na vida do povo de Jeová, durante a “parte final dos dias”, e um grande ajuntamento de pessoas de todas as nações para participarem na adoração no grande templo espiritual de Jeová.

Uma detalhada descrição de um templo de Jeová encontra-se também em Ezequiel, capítulos 40-47, mas não se trata de um templo alguma vez construído no monte Moriá, em Jerusalém, tampouco caberia ali. Portanto, trata-se obrigatoriamente de outra ilustração do grande templo espiritual de Deus. Neste caso, porém, o centro da atenção é o período após o ataque de Gogue de Magogue. (Ez caps. 38, 39) O relato dá especial consideração às provisões que emanam do templo e ao fato de que se tomam precauções para manter fora todos os que são indignos de estar nos seus pátios entre os adoradores.
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