À Procura da Verdade

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 a trindade é biblica?

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são vieira



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MensagemAssunto: a trindade é biblica?   Sab Set 26, 2009 4:15 am

será que a biblia declaradamente apoia o ensino trinitário?

Trindade Definição:
A doutrina fundamental das religiões da cristandade. Segundo o Credo de Atanásio, há três pessoas divinas (o Pai, o Filho e o Espírito Santo), sendo cada um destes, alegadamente, eterno, todo-poderoso, não sendo nenhum maior ou menor do que o outro, sendo cada um deles, alegadamente, Deus, e, não obstante, juntos um só Deus. Outras afirmações sobre esse dogma sublinham que estas três “Pessoas” não são entes separados e distintos, mas três formas nas quais existe a essência divina. Assim, alguns trinitários enfatizam sua crença de que Jesus Cristo é Deus ou de que Jesus e o Espírito Santo são Jeová.Nesta Trindade . . . as Pessoas são coeternas e coiguais: todas são igualmente incriadas e onipotentes

Que dizer dos “textos que provam” a Trindade?

Três em Um

A Nova Enciclopédia Católica apresenta três de tais “textos que provam”, mas também admite: “A doutrina da Santíssima Trindade não é ensinada no A[ntigo] T[estamento]. No N[ovo] T[estamento], a mais antiga evidência se encontra nas epístolas paulinas, especialmente 2 Cor 13.13 [versículo 14 em algumas Bíblias], e 1 Cor 12.4-6. Nos Evangelhos, a evidência da Trindade se encontra explicitamente apenas na fórmula batismal de Mt 28.19.”
Nesses versículos, as três “pessoas” são alistadas do seguinte modo em A Bíblia de Jerusalém. A Segunda aos Coríntios 13:13 (14) põe os três juntos da seguinte maneira: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós!” A Primeira aos Coríntios 12:4-6 diz: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos.” E Mateus 28:19 reza: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
Dizem esses versículos que Deus, Cristo e o espírito santo constituem uma Divindade Trina, que os três são iguais em substância, poder e eternidade? Não, não dizem, assim como o fato de alistar três pessoas, como fulano, sicrano e beltrano não significa que sejam três em um.
Esse tipo de referência, admite a Cyclopedia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature (Ciclopédia de Literatura Bíblica, Teológica e Eclesiástica), de McClintock e Strong, “apenas prova que existem os três personagens mencionados, . . . mas não prova, em si mesmo, que todos os três pertençam necessariamente à natureza divina, e possuam igual honra divina”.
Embora apóie a Trindade, essa fonte diz sobre 2 Coríntios 13:13 (14): “Não podemos com justiça inferir que elas possuíam igual autoridade, ou a mesma natureza.” E sobre Mateus 28:18-20 diz: “Este texto, contudo, tomado isoladamente, não prova decisivamente nem a personalidade dos três personagens mencionados, nem a sua igualdade ou divindade.”
Quando Jesus foi batizado, Deus, Jesus e o espírito santo também foram mencionados no mesmo contexto. Jesus “viu o espírito de Deus descendo sobre ele como pomba”. (Mateus 3:16) Isto, porém, não diz que os três sejam um. Abraão, Isaque e Jacó são mencionados juntos numerosas vezes, mas isso não os torna um. Pedro, Tiago e João são mencionados juntos, o que tampouco os torna um. Ademais, o espírito de Deus desceu sobre Jesus por ocasião de seu batismo, indicando que Jesus não fora ungido com o espírito até aquele momento. Sendo assim, como poderia ele ser parte duma Trindade em que sempre fosse um com o espírito santo?
Outra referência que fala dos três juntos se encontra em algumas traduções bíblicas mais antigas, em 1 João 5:7. Os peritos reconhecem, porém, que estas palavras não se encontravam originalmente na Bíblia, mas foram adicionadas muito mais tarde. A maioria das traduções modernas corretamente omite a parte espúria desse versículo.

“Eu e o Pai Somos Um”


ESTE texto, em João 10:30, é muitas vezes citado para apoiar a Trindade, embora não se mencione ali uma terceira pessoa. Mas o próprio Jesus mostrou o que quis dizer por ser “um” com o Pai. Em João 17:21, 22, ele orou a Deus em favor de seus discípulos, dizendo: “Que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco, . . . a fim de que sejam um, assim como nós somos um.” Estava Jesus orando para que todos os seus discípulos se tornassem uma única pessoa? Não, Jesus obviamente orava para que fossem unidos em pensamento e em propósito, como ele e Deus eram. — Veja também 1 Coríntios 1:10.
Em 1 Coríntios 3:6, 8, Paulo diz: “Eu plantei, Apolo regou . . . Quem planta e quem rega é um só.” Paulo não queria dizer que ele e Apolo eram duas pessoas em uma; ele quis dizer que eles estavam unidos em propósito. A palavra grega que Paulo usou ali para “um” (hen) é neutra, literalmente “uma só (coisa)”, indicando unicidade de cooperação. É a mesma palavra que Jesus usou em João 10:30 para descrever a sua relação com o seu Pai. É também a mesma palavra usada por Jesus em João 17:21, 22. Assim, quando ele usou a palavra “um” (hen) nestes casos, ele falava a respeito de união de pensamento e de propósito.
A respeito de João 10:30, João Calvino (que era trinitarista) disse no livro Commentary on the Gospel According to John (Comentário do Evangelho Segundo João): “Os antigos usaram mal essa passagem para provar que Cristo é . . . da mesma essência que o Pai. Pois Cristo não argumenta a respeito da unidade em substância, mas sim a respeito do estado de concordância dele com o Pai.”
No próprio contexto dos versículos depois de João 10:30, Jesus enfaticamente argumentou que as suas palavras não eram uma afirmação de que ele era Deus. Ele perguntou aos judeus que erroneamente tiraram essa conclusão e queriam apedrejá-lo: “Como dizeis de quem o Pai santificou e enviou ao mundo: ‘Blasfemas!’ porque eu disse: ‘Sou Filho de Deus’?” (João 10:31-36, BV) Não, Jesus não afirmou que ele era Deus, mas sim o Filho de Deus.

“Fazendo-se Igual a Deus”?

OUTRO texto apresentado em apoio da Trindade é João 5:18. Diz que os judeus (como em João 10:31-36) queriam matar Jesus porque “também chamava a Deus de seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”.
Mas, quem disse que Jesus estava fazendo-se igual a Deus? Não foi Jesus. Ele se defendeu contra essa falsa acusação logo no versículo seguinte (19): “Retomando a palavra, Jesus lhes disse: ‘ . . . o Filho, por si mesmo, nada pode fazer mas só aquilo que vê o Pai fazer.’” — BJ.
Com isso, Jesus mostrou aos judeus que ele não era igual a Deus e que, por conseguinte, não podia agir por iniciativa própria. Podemos imaginar alguém igual ao Deus Todo-poderoso dizer que, “por si mesmo, nada pode fazer”? (Compare com Daniel 4:34, 35.) É curioso que o contexto tanto de João 5:18 como de 10:30 mostra que Jesus se defendeu contra acusações falsas de judeus que, como os trinitaristas, estavam tirando falsas conclusões!

“Igual a Deus”?

EM FILIPENSES 2:6 a católica Douay Version (Versão Douay [Dy]), de 1609, diz a respeito de Jesus: “O qual, sendo em forma de Deus, achou não ser roubo ser igual a Deus.” A King James Version (Versão Rei Jaime [KJ]), de 1611, diz basicamente o mesmo. Várias traduções similares ainda são usadas por alguns para apoiar a idéia de que Jesus era igual a Deus. Mas, note como outras versões traduziram esse versículo:

1869: “o qual, sendo em forma de Deus, não achou que ter igualdade com Deus fosse algo de que devesse apossar-se.” The New Testament, de G. R. Noyes.
1965: “Ele — realmente de natureza divina! — nunca se fez, com auto-confiança, igual a Deus.” Das Neue Testament, edição revisada, de Friedrich Pfäfflin.
1968: “o qual, embora sendo em forma de Deus, não achou que ser igual a Deus fosse algo do que gananciosamente se apoderar.” La Bibbia Concordata.
1973: “Ele sempre teve a mesma natureza de Deus, mas não tentou ser, pela força, igual a Deus.” A Bíblia na Linguagem de Hoje.
1985: “O qual, sendo em forma de Deus, não achou que a igualdade com Deus fosse algo do que se apossar.” The New Jerusalem Bible.
1986: “o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus.” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

Contudo, alguns afirmam que até mesmo essas traduções mais exatas significam que (1) Jesus já tinha igualdade, mas não desejava retê-la, ou que (2) ele não necessitava usurpar a igualdade porque já a tinha.
Sobre isso, Ralph Martin, em The Epistle of Paul to the Philippians (A Epístola de Paulo aos Filipenses), diz a respeito do grego original: “É questionável, porém, se o sentido do verbo pode desviar de seu sentido real de ‘usurpar’, ‘arrebatar violentamente’, para o de ‘reter com firmeza’.” The Expositor’s Greek Testament (Testamento Grego do Expositor) diz também: “Não encontramos passagem alguma em que ἁρπάζω [har?pá?zo] ou qualquer um de seus derivativos tenha o sentido de ‘conservar a posse’, ‘reter’. Parece invariavelmente significar ‘usurpar’, ‘arrebatar violentamente’. Assim, não é permissível desviar o verdadeiro sentido de ‘apossar-se de’ para o sentido totalmente diferente de ‘reter’.”
Do acima fica evidente que os tradutores de versões como a Douay e a Rei Jaime violam as regras para apoiar objetivos trinitaristas. Longe de dizer que Jesus achava ser apropriado ser igual a Deus, o grego, em Filipenses 2:6, ao ser lido objetivamente, mostra justamente o contrário, isto é, que Jesus não achava que isso era apropriado.
O contexto dos versículos circundantes (3-5, 7, 8, Dy) esclarece como o versículo 6 deve ser entendido. Instou-se aos filipenses: “Em humildade, que cada um considere os outros melhores do que a si mesmo.” Daí, Paulo usa Cristo como notável exemplo dessa atitude: “Exista em vós esta mente, que também existia em Cristo Jesus.” Que “mente”? ‘Achar não ser roubo ser igual a Deus’? Não, isso seria exatamente o contrário do argumento que estava sendo apresentado! Ao contrário, Jesus, que ‘reputava a Deus como sendo melhor do que ele’, jamais ‘se apossaria da igualdade com Deus’, mas, em vez disso, “humilhou-se, tornando-se obediente até a morte”.
Por certo, não se poderia dizer isso a respeito de uma parte do Deus Todo-poderoso. Falava-se a respeito de Jesus Cristo, que ilustrou com perfeição o argumento de Paulo ali — a saber, a importância da humildade e da obediência àquele que é o Superior e Criador, Jeová Deus.

“Eu Sou”

EM JOÃO 8:58, várias traduções, como A Bíblia de Jerusalém, apresentam Jesus como dizendo: “Antes que Abraão existisse, EU SOU.” Ensinava Jesus ali, como afirmam os trinitaristas, que ele era conhecido pelo título “Eu Sou”? E, como afirmam, significa isso que ele era o Jeová das Escrituras Hebraicas, visto que a versão Almeida (Al) diz em Êxodo 3:14: “Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU”?
Em Êxodo 3:14 (Al) a expressão “EU SOU” é usada como título para Deus, para indicar que ele realmente existia e que cumpriria o que prometera. O The Pentateuch and Haftorahs (O Pentateuco e as Haftorás), editado pelo Dr. J. H. Hertz, diz sobre essa expressão: “Para os israelitas em cativeiro, o significado seria ‘Embora Ele ainda não tenha demonstrado Seu poder para convosco, Ele assim o fará; Ele é eterno e certamente vos redimirá.’ A maioria dos [tradutores] modernos segue Rashi [comentarista francês da Bíblia e do Talmude] ao traduzir [Êxodo 3:14] ‘Eu serei o que eu serei’.”
A expressão em João 8:58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3:14. Jesus não a usou como nome ou título, mas sim como maneira de explicar a sua existência pré-humana. Assim, note como outras traduções bíblicas vertem João 8:58:

1869: “Desde antes de Abraão existir, eu tenho existido.” The New Testament, de G. R. Noyes.
1935: “Eu já existia antes de Abraão nascer!” The Bible—An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed.
1965: “Antes de Abraão ter nascido, eu já era aquele que eu sou.” Das Neue Testament, de Jörg Zink.
1978: “Antes de Abraão nascer, já eu era aquele que sou.” O Novo Testamento, Interconfessional.
1986: “Antes de Abraão vir à existência, eu tenho sido.” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

Assim, a verdadeira idéia do grego usado aqui é que o “primogênito” de Deus, Jesus, que foi criado, já existia muito antes de Abraão nascer. — Colossenses 1:15; Provérbios 8:22, 23, 30; Revelação (Apocalipse) 3:14.
De novo, o contexto mostra que esse é o entendimento correto. Nessa ocasião, os judeus queriam apedrejar a Jesus por este ter afirmado ‘ter visto a Abraão’, ainda que, como disseram, ele ainda não tivesse 50 anos de idade. (Versículo 57 ) A resposta natural de Jesus seria dizer a verdade a respeito de sua idade. Assim, ele disse, com naturalidade, que “antes de Abraão nascer, já eu era aquele que sou.” — O Novo Testamento, Interconfessional.

“A Palavra Era Deus”

EM JOÃO 1:1, a versão Almeida diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Os trinitaristas afirmam que isso significa que “o Verbo” [ou, “a Palavra”] (grego: ho ló?gos) que veio à terra como Jesus Cristo era o próprio Deus Todo-poderoso.
Note, porém, que novamente neste caso o contexto estabelece a base para o entendimento correto. Até mesmo a versão Almeida diz: “O Verbo estava com Deus.” (O grifo é nosso.) Alguém que está “com” outra pessoa não pode ser ao mesmo tempo aquela outra pessoa. De acordo com isso, a Journal of Biblical Literature (Revista de Literatura Bíblica), editada pelo jesuíta Joseph A. Fitzmyer, observa que se a última parte de João 1:1 fosse interpretada como significando “o” Deus, isso “contradiria a expressão anterior” que diz que a Palavra [ou, o Verbo] estava com Deus.
Note, também, como outras versões traduziram esta parte do versículo:

1808: “e a palavra era um deus.” The New Testament in an Improved Version, Upon the Basis of Archbishop Newcome’s New Translation: With a Corrected Text.
1864: “e um deus era a palavra.” The Emphatic Diaglott, versão interlinear, de Benjamin Wilson.
1928: “e a Palavra era um ser divino.” La Bible du Centenaire, L’Evangile selon Jean, de Maurice Goguel.
1935: “e a Palavra era divina.” The Bible—An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed.
1946: “e a Palavra era de espécie divina.” Das Neue Testament, de Ludwig Thimme.
1950: “e a Palavra era [um] deus.” Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs.
1958: “E a Palavra era um Deus.” The New Testament, de James L. Tomanek.
1975: “e um deus (ou: da espécie divina) era a Palavra.” Das Evangelium nach Johannes, de Siegfried Schulz.
1978: “e da sorte semelhante a Deus era o Logos.” Das Evangelium nach Johannes, de Johannes Schneider.

Em João 1:1 ocorre duas vezes o substantivo grego the·ós (deus). A primeira ocorrência se refere ao Deus Todo-poderoso, com quem a Palavra estava (“e a Palavra [ló?gos] estava com Deus [uma forma de the?ós]”). Este primeiro the?ós é precedido pela palavra ton (o), uma forma do artigo definido grego que aponta para uma identidade distinta, neste caso o Deus Todo-poderoso (“e a Palavra estava com o Deus”).
Por outro lado, não existe artigo antes do segundo the?ós, em João 1:1. Assim, uma tradução literal seria “e deus era a Palavra”. Todavia, temos visto que muitas versões traduzem este segundo the?ós (um substantivo predicativo) como “divino”, “semelhante a Deus”, ou “um deus”. Com que autoridade fazem isso?
A língua grega coiné tinha artigo definido (“o”), mas não tinha artigo indefinido (“um”). Assim, quando um substantivo predicativo não é precedido por artigo definido, pode ser indefinido, dependendo do contexto.
A Revista de Literatura Bíblica diz que expressões “com um predicativo anartro [sem artigo] precedendo ao verbo, têm primariamente sentido qualificativo”. Como diz a Revista, isto indica que o ló?gos pode ser assemelhado a um deus. Diz também a respeito de João 1:1: “A força qualitativa do predicado se destaca tanto que o substantivo [the?ós] não pode ser considerado como determinativo.”
Assim, João 1:1 destaca a qualidade da Palavra, que ela era “divina”, “semelhante a deus”, “um deus”, mas não o Deus Todo-poderoso. Isto se harmoniza com o restante da Bíblia, que mostra que Jesus, ali chamado de “a Palavra” em seu papel de Porta-voz de Deus, era um subordinado obediente enviado à terra por seu Superior, o Deus Todo-poderoso.
Há muitos outros versículos bíblicos nos quais quase todos os tradutores em outras línguas coerentemente inserem o artigo “um” ao traduzirem sentenças gregas com a mesma estrutura. Por exemplo, em Marcos 6:49, quando os discípulos viram Jesus andar sobre a água, a versão Almeida, atualizada (ALA), diz: “Pensaram tratar-se de um fantasma.” No grego coiné não existe “um” antes de fantasma. Mas, quase todas as traduções em outras línguas acrescentam “um” para que a tradução se ajuste ao contexto. Do mesmo modo, visto que João 1:1 mostra que a Palavra estava com “Deus”, a Palavra não podia ser Deus, mas sim “um deus”, ou “divina”.
Joseph Henry Thayer, teólogo e perito que trabalhou na American Standard Version (Versão Padrão Americana), diz simplesmente: “O Logos era divino, não o próprio Ser divino.” E o jesuíta John L. McKenzie escreveu em seu Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia): “Jo 1:1 deve rigorosamente ser traduzido . . . ‘a palavra era um ser divino’.”
A palavra deus significa simplesmente poder

origem:
Segundo o Nouveau Dictionnaire Universel: “A trindade platônica, que em si é meramente um rearranjo de trindades mais antigas, que remontam aos povos anteriores, parece ser a trindade filosófica racional de atributos que deram origem às três hipóstases ou pessoas divinas ensinadas pelas igrejas cristãs. . . . O conceito deste filósofo grego [Platão, do 4.° século AEC] sobre a trindade divina . . . pode ser encontrado em todas as religiões [pagãs] antigas.” — (Paris, 1865-1870), editado por M. Lachâtre, Vol. 2, p. 1467.

O jesuíta John L. McKenzie, no seu Dictionary of the Bible, diz: “A trindade de pessoas dentro da unidade de natureza é definida em termos de ‘pessoa’ e de ‘natureza’, que são termos filosóficos gr[egos]; na realidade, esses termos não aparecem na Bíblia. As definições trinitárias surgiram em resultado de longas controvérsias, em que estes termos e outros, tais como ‘essência’ e ‘substância’, foram erroneamente aplicados a Deus por alguns teólogos.” — (Nova Iorque, 1965), p. 899.


Última edição por são vieira em Sab Set 26, 2009 3:24 pm, editado 1 vez(es)
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são vieira



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MensagemAssunto: Re: a trindade é biblica?   Seg Out 19, 2009 11:07 am

um achado muito interessante...

Newton reconhecia que Deus é a Fonte de toda a verdade, e em harmonia com a profunda reverência que tinha por seu Criador, parece ter passado ainda mais tempo em buscar o verdadeiro Deus, do que na pesquisa de verdades científicas.

Nos seus escritos, Newton deu muita atenção à doutrina da Trindade. Uma de suas mais notáveis contribuições para a erudição bíblica, naquela época, era a sua obra Um Relato Histórico Sobre Duas Notáveis Corruções de Escritura, primeiro publicada em 1754, vinte e sete anos após a sua morte. Reexaminava toda a evidência textual disponível, de fontes antigas, sobre duas passagens bíblicas, em 1 João 5:7 e 1 Timóteo 3:16.

Recorrendo aos primitivos escritores eclesiásticos, aos manuscritos gregos e latinos e ao testemunho das primeiras versões da Bíblia, Newton provou que as palavras “no céu, o Pai, a Palavra e o Espírito Santo: e estes três são um”, citados em apoio da doutrina da Trindade, não aparecem nas originais Escrituras Gregas, inspiradas. Ele traçou então o caminho pelo qual o texto espúrio se introduziu nas versões latinas, primeiro como nota marginal, e depois no próprio texto. Mostrou que foi incluído pela primeira vez num texto grego em 1515, pelo Cardeal Ximenes, à base dum manuscrito grego posterior, corrigido segundo o latim. Por fim, Newton considerou o senso e o contexto do versículo, chegando à conclusão: “Este é o sentido claro e natural, e o pleno e forte argumento; mas, se inserir o testemunho ‘dos Três no Céu’, então o interrompe e corrompe”.

ele disse a respeito da Igreja da Inglaterra:

“Ela não exige que os aceitemos à base da autoridade de Concílios Gerais, e muito menos ainda à base da autoridade de Conclaves, mas apenas porque são tirados das Escrituras. E, portanto, estamos autorizados pela Igreja a compará-los com as Escrituras e a ver como e em que sentido podem ser deduzidos delas? E quando não podemos ver a Dedução, não devemos estribar-nos na Autoridade de Concílios e Sínodos.”

Sua conclusão foi ainda mais enfática:

“Até mesmo Concílios Gerais erraram e podem errar em questões de fé, e o que eles decretam como necessário para a salvação não tem nenhuma força ou autoridade, a menos que possa ser demonstrado que foi tirado da Escritura sagrada.”10

Newton declarou: “Homoousion [a doutrina pela qual o Filho é da mesma substância que o Pai] é ininteligível. Não foi entendido no Concílio de Nicéia, nem desde então. O que não pode ser entendido, não é objeto de crença.”12

um manuscrito de Newton, intitulado “Perguntas Sobre a Palavra Homoousios”. “Pergunta 12. Se a opinião da igualdade das três substâncias não foi lançada pela primeira vez no reinado de Juliano, o Apóstata [361-363 E. C.], por Atanásio, Hilário, etc.? Pergunta 13. Se a adoração do Espírito Santo não foi lançada pela primeira vez só depois do Concílio de Sárdica? [343 E. C.] Pergunta 14. Se o Concílio de Sárdica não foi o primeiro Concílio a se declarar a favor da doutrina da Trindade Consubstancial?”13

e muito mais tem a nos dizer este grande pesquisador mas seria longo demais mas é muito interessante o que se encontra no meio dos seus escritos sobre as escrituras... apesar do obscurantismo ele via a luz verdadeira dos ensinos cristãos

se quiserem pesquisar é analisá-los mais de perto
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MarcioAlmeida



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MensagemAssunto: Re: a trindade é biblica?   Ter Out 20, 2009 7:39 am

A teoria da trindade só existe no novo testamento.
No antigo não há referências nem mesmo claras ao "messias", o que temos são interpretações que podem nos levar a crer que Jesus cumpre a função do messias prometido, porém, não há uma promessa.
Se formos olhar na história, veremos que o judaísmo sofreu graves influências dos tempos em que passou cativo nos diversos países que os conquistaram. Uma das grandes influências é o zoroastrismo, que traz consigo a teoria de que haveria um messias, imortalidade da alma, julgamento, etc...
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MensagemAssunto: Re: a trindade é biblica?   Ter Out 20, 2009 9:13 am

hum...gostaria então de entender então porque o próprio jesus explanou claramente certos textos hebraicos que provavam a sua vinda e o seu papel como enviado por Deus. bem, agora não tenho muito tempo mas será interessante falarmos deste assunto num tópico próprio. atenciosamente
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rosita bernardo

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MensagemAssunto: adoração verdadeira   Sab Nov 14, 2009 4:05 pm

respeito o seu ponto de vista. é verdade que antiga cidade de Babilónia influenciou e é base de crenças e ensinos da maioria das religioes que hoje existem. Babilônia era um lugar muito religioso. A evidência derivada de escavações e de textos antigos indica a existência de mais de 50 templos. O principal deus da cidade imperial era Marduque, chamado Merodaque na Bíblia. Sugeriu-se que Ninrode fora deificado como Marduque, mas as opiniões dos peritos variam quanto à identificação de deuses com humanos específicos. Na religião babilônica também se destacavam tríades de divindades. Uma delas, composta de dois deuses e uma deusa, era Sin (o deus-lua), Xamaxe ou Samas (o deus-sol), e Istar; dizia-se que estes eram os governantes do zodíaco. E ainda outra tríade era composta dos diabos Labartu, Labasu e Accazu. A idolatria evidenciava-se em toda a parte. Babilônia, de fato,era “uma terra de imagens entalhadas”, de imundos “ídolos sórdidos”. — Je 50:1, 2, 38.
Os babilônios acreditavam na imortalidade da alma humana, desenvolveram a astrologia no empenho de descobrir o futuro do homem nas estrelas. A magia, a feitiçaria e a astrologia desempenhavam um papel destacado na religião deles. (Is 47:12, 13; Da 2:27; 4:7) Muitos corpos celestes, por exemplo, planetas, receberam nomes de deuses babilônios. A adivinhação continuava a ser um dos componentes básicos da religião babilônica nos dias de Nabucodonosor, que a usava para tomar decisões. — Ez 21:20-22.
Será que tudo isto de alguma maneira adulterou o que Deus considerava ser a adoração pura que era exigida aos israelitas? Em 537 AEC, um fiel restante retornou a Judá. (Isaías 10:21) Eles acataram a chamada profética: “Saí de Babilónia!” (Isaías 48:20) Não seria uma mera libertação física. Tratava-se também de uma libertação espiritual de um lugar de impura e idólatra religião falsa. Por conseguinte, ordenou-se a este fiel restante: “Desviai-vos, desviai-vos, saí de lá, não toqueis em nada impuro; saí do meio dela, mantende-vos puros, vós os que carregais os utensílios de Jeová.” (Isaías 52:11) O objectivo primário de seu retorno a Judá era restabelecer a adoração pura, a religião verdadeira. O cativeiro a que foram submetidos serviu de apenas de castigo pela repetitiva desobediência dos israelitas. lembramos dos três hebreus e do profeta Daniel. são bons exemplos de lealdade a Deus em verdadeira provação. De nenhuma maneira Deus iria permitir que a adoração falsa manchasse a verdadeira com seus ensinos e práticas contrárias. Deus usou Ciro para libertar o seu povo fiel e cumprir o seu propósito. podemos acreditar que Deus, o "Todo-Poderoso", protege a verdade de todas as influências religiosas pagãs que possam existir.
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rosita bernardo

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MensagemAssunto: o Messias e o velho testamento   Sab Nov 14, 2009 5:11 pm

È verdade que no velho testamento não há uma menção directa ao Messias no entanto há alusão ao prometido descendente. JEOVÁ fez a primeira profecia registada. Depois de Adão e Eva terem pecado, Deus disse à serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Génesis 3:1-7, 14, 15)
Esta primeira profecia ofereceu à humanidade pecadora verdadeira esperança. Mais tarde, as Escrituras identificaram Satanás, o Diabo, como “a serpente original”. (Revelação [Apocalipse] 12:9) Mas quem seria o prometido Descendente de Deus?Uns 2.000 anos depois dos dias de Abel, Jeová fez ao patriarca Abraão a seguinte promessa profética: “Seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei o teu descendente como as estrelas dos céus . . . E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de teu descendente.” (Gênesis 22:17, 18) Estas palavras relacionaram Abraão com o cumprimento da primeira profecia. Indicaram que o Descendente por meio de quem as obras de Satanás seriam aniquiladas surgiria na linhagem de Abraão. (1 João 3:Cool “Por causa da promessa de Deus, [Abraão] não vacilou com falta de fé”, nem tampouco vacilaram outras testemunhas pré-cristãs de Jeová, que “não obtiveram o cumprimento da promessa”. (Romanos 4:20, 21; Hebreus 11:39)
O apóstolo Paulo identificou o Descendente prometido por Deus quando escreveu: “As promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: ‘E a descendentes’, como no caso de muitos, mas como no caso de um só: ‘E a teu descendente’, que é Cristo.” (Gálatas 3:16) O Descendente por meio de quem as nações deviam abençoar-se não incluía toda a prole de Abraão. Os descendentes do seu filho Ismael e dos seus filhos com Quetura não foram usados para abençoar a humanidade. O Descendente de bênção veio por meio do seu filho Isaque e do seu neto Jacó. (Génesis 21:12; 25:23, 31-34; 27:18-29, 37; 28:14) Jacó mostrou que “povos” seriam obedientes a Siló, da tribo de Judá, mas o Descendente foi depois restrito à linhagem de Davi. (Génesis 49:10; 2 Samuel 7:12-16) Os judeus do primeiro século esperavam a vinda de alguém como o Messias, ou Cristo. (João 7:41, 42) E a profecia de Deus, a respeito do Descendente, cumpriu-se no seu Filho, Jesus Cristo.
O profeta Daniel registou uma profecia messiânica vital. No primeiro ano de Dario, o Medo, ele se deu conta de que os 70 anos de desolação de Jerusalém estavam chegando ao fim. (Jeremias 29:10; Daniel 9:1-4) Enquanto Daniel orava, veio o anjo Gabriel e revelou que ‘setenta semanas haviam sido determinadas para encerrar o pecado’. O Messias seria decepado no meio da 70.a semana. As “setenta semanas de anos” começaram em 455 AEC, quando o rei persa Artaxerxes I mandou ‘a palavra para se reconstruir Jerusalém’. (Daniel 9:20-27; Matos Soares; Neemias 2:1-Cool O Messias viria depois de 7 semanas mais 62 semanas. Estes 483 anos se estenderam de 455 AEC a 29 EC, quando Jesus foi baptizado e Deus o ungiu como o Messias, ou Cristo. (Lucas 3:21, 22) Jesus ‘encerrou o pecado’ por dar a sua vida como resgate, em 33 EC. (Marcos 10:45)
Desde o inicio, é do propósito de Deus remir a humanidade da condição lastimável resultante do pecado. Por esse motivo, Deus ao longo dos séculos foi dando pistas progressivas sobre o descendente, por meio do qual, isso seria possível. embora muitos pré-cristãos não entendessem plenamente o que isso significaria para eles, "Todos estes morreram em fé, embora não recebessem o [cumprimento das] promessas, mas viram-nas de longe e acolheram-nas, e declararam publicamente que eram estranhos e residentes temporários no país" (Hebreus 11:3)
portanto, a promessa da vinda do messias, de forma alguma é influência de ensinos pagãos, mas antes é a base da esperança futura de toda a humanidade, cujas promessas foram inspiradas por Deus. é de relevar que quando Jesus de Nazaré apresentou-se como o Messias há muito aguardado, houve, naturalmente, uma grande excitação inicial. (Lucas 4:16-22) Mas, para grande desapontamento dos judeus, Jesus não era um herói político. Pelo contrário, ele afirmava que seu Reino ‘não fazia parte do mundo’. (João 18:36) Ademais, Jesus não iniciou então a gloriosa era messiânica prevista pelo profeta Isaías. (Isaías 11:4-9) E, quando Jesus foi morto como criminoso, a nação como um todo perdeu o interesse nele e o rejeitou como o prometido salvador.
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rosita bernardo

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MensagemAssunto: Trindade?   Sab Nov 28, 2009 4:54 pm

É de relevar que o termo "Trindade", nem sequer está incluido nas Escrituras Sagradas, nem há menção de que os primitivos cristãos adoravam tríades de deuses.

O costume de uso de tríades era evidente em religiões não-cristãs. a mais destacada das tríades egípcias é a composta por Ísis, simbolo da maternidade divina; Osíris, seu irmão e consorte; e Hórus, seu filho, geralmente retratado por um falcão. No hinduísmo, a tríade é composta por Brama, o deus criador; Vixenu, deus perservador da vida; e Xiva, a deusa da fertelidade, morte e destruição. estes são os deuses que fazem parte da chamada Trimúrti.

A ideia de existir uma trindade só surgiu depois do 4º século, época em que surgiu a Igreja. No entanto, essa ideia não foi logo aceite. Durante várias decadas foi discutida de forma a obterem uma conformidade final. Foram necessários mais consílios, a autoridade de diferentes imperadores e o recurso de banimento. Foi uma vitória para a teologia, mas uma derrota para os que se apegavam às Escrituras!
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MensagemAssunto: Re: a trindade é biblica?   Sab Nov 28, 2009 5:16 pm

ponto interessante... Smile
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MensagemAssunto: Re: a trindade é biblica?   Qui Mar 18, 2010 5:49 am

mais um ponto que declara como a ideia trindade foi IMPOSTA...

Em 325 EC, um concílio de bispos, reunido em Nicéia, na Ásia Menor, formulou um credo que declarava que o Filho de Deus era “Deus verdadeiro” assim como o Pai era “Deus verdadeiro”. Parte desse credo declarava:

“Mas, quanto aos que dizem que Houve [tempo] em que [o Filho] não existia, e que, Antes de nascer, Ele não era, e que Ele veio à existência do nada, ou que afirmam que o Filho de Deus é de diferente hipóstase ou substância, ou que é criado, ou que está sujeito a alteração ou mudança — a estes a Igreja Católica anatematiza.”3

Assim, quem quer que acreditasse que o Filho de Deus e o Pai não eram coeternos, ou que o Filho foi criado, era destinado à perdição eterna. Pode-se imaginar a pressão que tal conceito exercia sobre as massas de crentes comuns para que concordassem com isto.

No ano 381 EC, reuniu-se outro concílio, em Constantinopla, e declarou que o espírito santo devia ser adorado e glorificado como o Pai e o Filho eram. Um ano mais tarde, em 382 EC, outro sínodo reuniu-se em Constantinopla e ratificou a plena divindade do espírito santo.4 Naquele mesmo ano, perante um concílio em Roma, o Papa Dâmaso apresentou uma coletânea de ensinos a serem condenados pela igreja. O documento, chamado de Tomo de Dâmaso, incluía as seguintes declarações:

“Se alguém nega que o Pai é eterno, que o Filho é eterno, e que o Espírito Santo é eterno, este é herege.”

“Se alguém nega que o Filho de Deus é Deus verdadeiro, assim como o Pai é Deus verdadeiro, tendo todo o poder, sabendo todas as coisas, e que é igual ao Pai, este é herege.”

“Se alguém nega que o Espírito Santo . . . é Deus verdadeiro . . . que tem todo o poder e sabe todas as coisas, . . . este é herege.”

“Se alguém nega que as três pessoas, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, são pessoas verdadeiras, iguais, eternas, contendo todas as coisas visíveis e invisíveis, que são onipotentes, . . . este é herege.”

“Se alguém diz que [o Filho que foi] feito carne não estava no céu com o Pai enquanto estava na terra, este é herege.”

“Se alguém, embora diga que o Pai é Deus, e que o Filho é Deus, e que o Espírito Santo é Deus, . . . não diz que eles são um só Deus, . . . este é herege.”5

Os peritos jesuítas, que traduziram do latim , acrescentaram o seguinte comentário: “O Papa S. Celestino I (422-32) aparentemente considerava estes cânones como lei; estes podem ser considerados como definições de fé.”6 E o perito Edmund J. Fortman declara que o tomo representa “sã e sólida doutrina trinitarista”.7

Definições oficiais deixam claro que a doutrina da Trindade não é uma simples idéia. Em vez disso, trata-se dum conjunto complexo de idéias independentes que foram reunidas no decorrer dum longo período e, daí, entrelaçadas.
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MensagemAssunto: Re: a trindade é biblica?   Ter Ago 24, 2010 3:53 am

Será que Jeová no “Velho Testamento” é Jesus Cristo no “Novo Testamento”?

Mat. 4:10: “Jesus disse-lhe . . .: ‘Vai-te, Satanás! Pois está escrito: “É a Jeová [“ao Senhor”, Al e outras], teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.”’” (Jesus obviamente não estava dizendo que ele próprio devia ser adorado mas o Pai.)

João 8:54: “Jesus respondeu [aos judeus]: ‘Se eu glorificar a mim mesmo, a minha glória não é nada. É meu Pai quem me glorifica, aquele que dizeis ser vosso Deus.’”
(As Escrituras Hebraicas identificam claramente Jeová como o Deus que os judeus professavam adorar. Jesus não disse que ele próprio era Jeová, mas que Jeová era seu Pai. Jesus tornou aqui bem claro que ele e seu Pai eram pessoas distintas uma da outra.)

Sal. 110:1: “A pronunciação de Jeová a meu Senhor [de Davi] é: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.’”
(Em Mateus 22:41-45, Jesus explicou que ele próprio era o “Senhor” de Davi, mencionado neste salmo. Portanto, Jesus não é Jeová, mas é aquele a quem foram dirigidas aqui as palavras de Jeová.)

Fil. 2:9-11: “Por esta mesma razão, também, Deus o enalteceu [a Jesus Cristo] a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai. [So reza: “. . . toda a língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai.” Fi e PC vertem de modo similar, mas uma nota ao pé da página da Fi reconhece: “O grego reza: ‘e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para glória de Deus Pai’”, e PIB e BJ vertem deste modo.]”
(Note que se mostra aqui que Jesus Cristo é diferente de Deus, o Pai, e se sujeita a Ele.)

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MensagemAssunto: Re: a trindade é biblica?   Ter Dez 28, 2010 4:06 pm

se a trindade é uma doutrina fundamental do cristianismo, então, porque existem tantas versões desta mesma doutrina ou até mesmo dizem que é mistério?

as escrituras dão nos muitos exemplos, os quais, defendem a clareza e simplicidade dos ensinos e verdades a respeito de Deus, ao passo que para os que não têm entendimento, são algo fora de alcance.

apresentando algumas questões que põem em causa esta doutrina a resposta, em geral, é sempre a mesma, os caminhos de Deus são difíceis de entender ou é mistério... mas será mesmo assim?

(Daniel 12:4) . . .o [verdadeiro] conhecimento se tornará abundante.”

(Isaías 11:9) . . .a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová . . .


mais uma vez, alguns textos que contrariam a doutrina:

(1 Coríntios 15:24-25) . . .A seguir, o fim, quando ele entregar o reino ao seu Deus e Pai, tendo reduzido a nada todo governo, e toda autoridade e poder. 25 Pois ele tem de reinar até que [Deus] lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés.

(João 20:17) . . .‘Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus. . .


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