À Procura da Verdade

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 rolos do mar morto

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são vieira



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MensagemAssunto: rolos do mar morto   rolos do mar morto EmptyQui Set 24, 2009 1:02 pm

Entre os mais significativos manuscritos estavam os livros de Samuel, escritos num único rolo.O texto hebraico, preservado em 47 colunas, dum total provável de 57, é muito similar ao que foi usado pelos tradutores da versão Septuaginta, em grego. Há também fragmentos em grego da Septuaginta, de Levítico a Números, que remontam ao primeiro século AEC. O manuscrito de Levítico usa IAO, para הוהי, o nome de Deus, em hebraico, em vez de Ký·ri·os, “Senhor”, em grego. e um rolo do inteiro livro de Isaías

Num fragmento de Deuteronômio, o texto hebraico inclui o trecho do capítulo 32, versículo 43, encontrado na Septuaginta e citado em Hebreus 1:6: “E todos os anjos de Deus lhe prestem homenagem.” Trata-se da primeira vez que essa linha é encontrada em qualquer manuscrito hebraico, revelando um texto que evidentemente sustenta a tradução grega. Assim, os eruditos obtiveram renovada compreensão do texto da Septuaginta, com tanta freqüência citado nas Escrituras Gregas Cristãs.

Um rolo de Êxodo foi datado do terceiro quarto do terceiro século AEC, um de Samuel de fins do mesmo século, e um rolo de Jeremias de 225 a 175 AEC. Encontrou-se suficiente material do terceiro ao quinto século AEC para traçar as mudanças em estilos de escrita e respectivas letras dos alfabetos hebraico e aramaico, algo de grande valor no que diz respeito a datar manuscritos.

um belo rolo dos Salmos. A espessura do couro sugere que provavelmente é de bezerro em vez de cabra. O total de cinco pedaços, quatro folhas separáveis e quatro fragmentos, dá-lhe o comprimento de mais de 4 metros. Embora a parte superior desse rolo esteja bem preservada, a borda inferior está consideravelmente deteriorada. Ele data da primeira metade do primeiro século EC e contém trechos de 41 salmos. O Tetragrama aparece escrito umas 105 vezes em caracteres paleo-hebraicos, fazendo-o destacar-se em meio ao estilo de escrita em hebraico quadrado do contexto.

Outro manuscrito, o de Levítico, está escrito inteiramente no estilo do hebraico antigo, mas o motivo disso ainda não está adequadamente explicado. É o mais longo documento existente, que usa essa forma de escrita, em voga quando os judeus foram para o exílio babilônico em fins do sétimo século AEC.

Uma cópia dum Targum, uma paráfrase em aramaico do livro de Jó, também veio à luz. Está entre os mais antigos Targuns postos por escrito.

Os Rolos do Mar Morto confirmaram o valor tanto da Septuaginta como do Pentateuco samaritano para a comparação textual. Fornecem uma fonte adicional para os tradutores da Bíblia considerarem possíveis emendas ao texto massorético. Em vários casos para restaurar o nome Jeová nos lugares onde havia sido removido do texto massorético.
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MarcioAlmeida



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MensagemAssunto: Re: rolos do mar morto   rolos do mar morto EmptySeg Set 28, 2009 3:34 pm

É interessante que esses manuscritos se encontrem muito bem conservados em cavernas no meio do deserto.
Alguns pensamentos e considerações.
1. Por que esconderam esses manuscritos lá ? Partindo-se do principio que não eram manuscritos completos, qual o motivo ?
2. Por que haviam manuscritos com datações tão diferentes ? Centenas de anos.
3. Por que haviam manuscritos escritos em línguas distintas ?
4. Os Samaritanos e Essênios são fontes confiáveis de informação ?
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são vieira



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MensagemAssunto: Re: rolos do mar morto   rolos do mar morto EmptySeg Set 28, 2009 3:39 pm

Vários métodos para fixar a data de documentos antigos indicam que os rolos foram copiados ou escritos entre o terceiro século AEC e o primeiro século EC. Alguns eruditos sugeriram que os rolos foram escondidos nas cavernas por judeus de Jerusalém antes da destruição do templo em 70 EC. No entanto, a maioria dos eruditos que pesquisaram os rolos acha que tal conceito está em desacordo com o conteúdo dos próprios rolos. Muitos dos rolos refletem conceitos e costumes antagônicos às autoridades religiosas em Jerusalém. Esses rolos revelam uma comunidade que cria que Deus havia rejeitado os sacerdotes e o ofício no templo em Jerusalém, e que encarava a adoração prestada pelos membros dessa comunidade no deserto como uma espécie de substituto ao serviço no templo. Parece improvável que as autoridades do templo em Jerusalém ocultassem a coleção que contivesse tais rolos.

Embora possa ter havido um grupo de copistas em Qumran, é provável que muitos dos rolos tenham sido reunidos em outra parte e levados ali pelos crentes. Em certo sentido, os Rolos do Mar Morto são uma grande biblioteca. Assim como se dá com qualquer biblioteca, a coleção pode incluir uma amplitude de pensamentos, e nem todos refletem necessariamente os conceitos religiosos dos seus leitores. No entanto, é bem provável que a presença de vários exemplares de determinados textos reflita os interesses especiais e as crenças daquele grupo.

Os moradores de Qumran eram essênios?


Se esses rolos formavam a biblioteca de Qumran, quem eram os moradores dali? O Professor Eleazar Sukenik, que em 1947 obteve três rolos para a Universidade Hebraica em Jerusalém, foi o primeiro a sugerir que esses rolos haviam pertencido a uma comunidade de essênios.
Os essênios eram uma seita judaica mencionada pelos escritores Josefo, Filo de Alexandria e Plínio, o Velho, do primeiro século. A origem exata dos essênios é assunto de especulação, mas eles parecem ter surgido durante o período de confusão depois da revolta dos macabeus no segundo século AEC. Josefo relatou a sua existência durante este período, ao pormenorizar em que os conceitos religiosos deles diferiam daqueles dos fariseus e dos saduceus. Plínio mencionou a localização de uma comunidade de essênios junto ao mar Morto, entre Jericó e En-Gedi.
O Professor James VanderKam, versado nos Rolos do Mar Morto, sugere que “os essênios que moravam em Qumran eram apenas uma pequena parte do movimento essênio”, que Josefo calculou ter sido de uns quatro mil. O quadro que surge dos textos de Qumran, embora não combine perfeitamente com todas as descrições, parece se encaixar melhor nos essênios do que em qualquer outro grupo judaico conhecido daquele período.
Alguns afirmaram que o cristianismo teve seu começo em Qumran. No entanto, pode-se observar muitas diferenças notáveis entre os conceitos religiosos da seita de Qumran e os dos primeiros cristãos. Os escritos de Qumran revelam regulamentos sabáticos extremamente rígidos e uma preocupação quase que obsessiva com a pureza cerimonial. (Mateus 15:1-20; Lucas 6:1-11) Pode-se dizer basicamente o mesmo a respeito do isolamento dos essênios da sociedade, da sua crença no destino e na imortalidade da alma, e da sua ênfase no celibato e nas idéias místicas a respeito da participação na adoração prestada por anjos. Isto mostra que divergiam dos ensinos de Jesus e daqueles dos primeiros cristãos. — Mateus 5:14-16; João 11:23, 24; Colossenses 2:18; 1 Timóteo 4:1-3.

Nenhuma conspiração, nem rolos ocultos

Nos anos depois do descobrimento dos Rolos do Mar Morto, produziram-se diversas publicações que tornaram os achados iniciais prontamente disponíveis a eruditos em todo o mundo. No entanto, os milhares de fragmentos tirados de uma das cavernas, conhecida como Caverna 4, foram muito mais problemáticos. Encontravam-se nas mãos duma pequena equipe internacional de eruditos, sediada na Jerusalém Oriental (naquele tempo parte da Jordânia), no Museu Arqueológico Palestino. Não havia eruditos judaicos ou israelenses nesta equipe.
A equipe adotou a política de não permitir nenhum acesso aos rolos até que publicassem oficialmente o resultado das suas pesquisas. O número de eruditos na equipe foi mantido num limite fixo. Quando um membro da equipe morria, acrescentava-se apenas um novo erudito para substituí-lo. A quantidade de trabalho exigia uma equipe bem maior, e em alguns casos maior perícia nos antigos hebraico e aramaico. James VanderKam o expressou assim: “Dezenas de milhares de fragmentos eram mais do que oito peritos, não importa quão hábeis, podiam manejar.”
Com a Guerra dos Seis Dias em 1967, a Jerusalém Oriental e seus rolos passaram a ficar sob jurisdição israelense, mas não se fez nenhuma mudança na política da equipe que pesquisava os rolos. Quando a demora da publicação dos rolos da Caverna 4 passou de anos para décadas, ouviu-se um clamor de diversos eruditos. Em 1977, o Professor Geza Vermes, da Universidade de Oxford, classificou isso de escândalo acadêmico por excelência do século 20. Começaram a espalhar-se rumores de que a Igreja Católica estava deliberadamente ocultando informações dos rolos que seriam devastadoras para o cristianismo.
Nos anos 80, a equipe foi finalmente ampliada para 20 eruditos. Daí, em 1990, sob a direção do recém-nomeado editor-chefe, Emanuel Tov, da Universidade Hebraica em Jerusalém, a equipe foi adicionalmente expandida para mais de 50 eruditos. Estabeleceu-se um cronograma rigoroso para a publicação de todas as edições eruditas dos rolos remanescentes.
Houve um avanço inesperado em 1991. Primeiro publicou-se A Preliminary Edition of the Unpublished Dead Sea Scrolls (Edição Preliminar dos Rolos do Mar Morto Não-Publicados). Isso foi feito com a ajuda de computadores, baseado numa cópia da concordância da equipe. A seguir, a Biblioteca Huntington, em San Marino, na Califórnia, EUA, anunciou que colocaria à disposição de qualquer erudito sua inteira série de fotografias dos rolos. Pouco depois, a publicação de A Facsimile Edition of the Dead Sea Scrolls (Edição Fac-Símile dos Rolos do Mar Morto) tornou facilmente acessíveis fotos dos rolos anteriormente não-publicados.
De modo que na última década todos os Rolos do Mar Morto têm estado disponíveis para exame. A pesquisa revela que não houve tentativa de ocultar os fatos; não houve rolos ocultos. Somente agora, com a publicação final de edições oficiais dos rolos, pode-se começar uma análise completa. Nasceu uma nova geração de eruditos que estudam os rolos.
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MensagemAssunto: Re: rolos do mar morto   rolos do mar morto EmptyTer Set 29, 2009 4:29 am

para acrescentar...

A descoberta de muitos manuscritos mais antigos, especialmente os papiros Chester Beatty e Bodmer, e os Rolos do Mar Morto, tornou possível um texto muito mais aproximado aos originais do que muitos eruditos esperavam conseguir. O melhor entendimento das línguas originais, hebraico e grego, tem resultado numa tradução mais precisa da Bíblia em muitas línguas em todo o mundo. Portanto, pareceria que tal progresso tornaria ultrapassadas as idéias de uns 200 anos atrás, embora este deva muito ao trabalho feito durante aquele período.

Os Rolos do Mar Morto de livros das Escrituras Hebraicas, que remontam a antes de nossa Era Comum, lançaram mais luz sobre passagens bíblicas. Quanto mais antigo é o manuscrito bíblico, tanto mais perto está provavelmente dos autógrafos originais dos escritores inspirados, dos quais não há nenhum existente hoje em dia.
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MarcioAlmeida



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MensagemAssunto: Re: rolos do mar morto   rolos do mar morto EmptyTer Set 29, 2009 5:28 pm

são vieira escreveu:
Quanto mais antigo é o manuscrito bíblico, tanto mais perto está provavelmente dos autógrafos originais dos escritores inspirados, dos quais não há nenhum existente hoje em dia.
Partindo-se do princípio, é claro, que a fonte seja fidedigna, o que não parece ser o caso dos Essênios e Samaritanos.
O simples fato de haver cópia de partes dos livros, pode-se concluir que :
1. São as partes que realmente fazem parte dos livros e o resto foi acrescido posteriormente
2. São as partes que interessavam ao povo que guardou as cópias
3. São fragmentos de um todo que foi guardado em pontos distinto com o intúito de juntar em época mais adequada.
4. São fontes distorcidas e conicidem com textos originais, lembrando que os livros, na forma que conhecemos é bem diferente da forma que foram confeccionados.

Ainda há muitas possibilidades, depende da imaginação das pessoas interessadas...
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MensagemAssunto: Re: rolos do mar morto   rolos do mar morto EmptyQua Set 30, 2009 3:15 am

bem, mas há evidências de que a biblia que temos hoje é fidedigna e que os rolos do mar morto pouco diferem do que temos hoje...

Antes da descoberta dos Rolos do Mar Morto, os manuscritos mais antigos das Escrituras Hebraicas datavam da época do nono e do décimo século EC. Será que se podia mesmo confiar nesses manuscritos como cópias fiéis da Palavra de Deus, visto que a escrita das Escrituras Hebraicas foi completada bem mais de mil anos antes? O Professor Julio Trebolle Barrera, membro da equipe internacional de editores dos Rolos do Mar Morto, declarou: “O Rolo de Isaías [de Qumran] fornece prova irrefutável de que a transmissão do texto bíblico, durante um período de mais de mil anos pelas mãos de copistas judeus, foi extremamente fiel e cuidadosa.”

Nem todos os rolos são idênticos ao texto massorético na grafia e na fraseologia. Alguns se aproximam mais da Septuaginta grega. Anteriormente, os eruditos achavam que as diferenças na Septuaginta talvez resultassem de erros ou mesmo de invenções deliberadas do tradutor. Agora, os rolos revelam que muitas das diferenças realmente se deviam a variações no texto hebraico. Isto talvez explique alguns dos casos em que os primeiros cristãos citavam textos das Escrituras Hebraicas usando fraseologia diferente do texto massorético. — Êxodo 1:5; Atos 7:14.

De modo que este tesouro de rolos e fragmentos bíblicos fornece uma excelente base para o estudo da transmissão do texto bíblico hebraico. Os Rolos do Mar Morto confirmaram o valor tanto da Septuaginta como do Pentateuco samaritano para a comparação textual. Fornecem uma fonte adicional para os tradutores da Bíblia considerarem possíveis emendas ao texto massorético.

mas nem todos os rolos encontrados são cópias de livros inspirados. Os rolos que descrevem as normas e as crenças da seita de Qumran tornam bem claro que não havia apenas uma forma de judaísmo no tempo de Jesus. A seita de Qumran tinha tradições diferentes daquelas dos fariseus e dos saduceus. É provável que essas diferenças tenham levado a seita a se retirar para o ermo. Eles incorretamente se encaravam como cumprindo Isaías 40:3 a respeito duma voz no ermo para tornar reta a estrada de Jeová. Diversos fragmentos de rolos mencionam o Messias, cuja vinda era encarada como iminente pelos autores deles. Isso é de interesse especial por causa do comentário de Lucas, de que “o povo estava em expectativa” da vinda do Messias. — Lucas 3:15.

Os Rolos do Mar Morto nos ajudam até certo ponto a compreender o contexto da vida judaica no tempo em que Jesus pregava. Fornecem informações comparativas para o estudo do hebraico antigo e do texto da Bíblia.

Uma vez classificados, os rolos e fragmentos totalizam uns 800 manuscritos. Cerca de uma quarta parte deles, ou um pouco mais de 200 manuscritos, são cópias de trechos do texto bíblico hebraico. Outros manuscritos representam antigos escritos judaicos não-bíblicos, tanto os Apócrifos como os Pseudo-Epígrafos.
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