À Procura da Verdade

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 Livro de Daniel

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MarcioAlmeida



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MensagemAssunto: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 1:24 pm

Os judeus não caracterizam o livro de Daniel como um livro de profecias e sim como um livro de contos.
Se formos olhar, alguns capítulos realmente tratam apenas contos.
Na bíblia católica são 14 capítulos, não doze como as demais.
É interessante notar que o livro foi escrito em Hebraico, Aramaico e Grego.
Hebraico é mais do que esperado.
Aramaico é fácil de se entender pois é a lingua do povo dominate.
Agora... o Grego é complicado para se explicar... já que Daniel não viveu no tempo do domínio grego...
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são vieira



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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 2:46 pm

é um livro profético sem dúvida mas da leitura que fiz não encontrei qualquer conto... pode ser especifico?
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MensagemAssunto: livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 2:50 pm

O livro de Daniel sempre foi incluído no catálogo judaico das Escrituras inspiradas. Encontraram-se fragmentos de Daniel entre os de outros livros canônicos nos Rolos do Mar Morto, alguns dos quais datam da primeira metade do primeiro século AEC. Todavia, prova ainda mais importante da autenticidade do livro pode ser encontrada nas referências a ele feitas nas Escrituras Gregas Cristãs. Jesus menciona especificamente Daniel na sua profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”, onde faz diversas citações desse livro. — Mat. 24:3; veja também Dan. 9:27; 11:31; e 12:11—Mat. 24:15 e Mar. 13:14; Dan. 12:1—Mat. 24:21; Dan. 7:13, 14—Mat. 24:30.

Embora os altos críticos da Bíblia tenham levantado dúvidas quanto ao caráter histórico do livro de Daniel, as descobertas arqueológicas, no decorrer dos anos, arrasaram as suas asserções. Por exemplo, tais críticos escarneciam da declaração de Daniel de que Belsazar era rei em Babilônia na época em que se supunha que Nabonido fosse o governante. (Dan. 5:1) A arqueologia estabeleceu agora, sem contestação, que Belsazar era um personagem real e que foi co-regente de Nabonido nos últimos anos do Império Babilônico. Por exemplo, um antigo texto cuneiforme, chamado de “Relato Versificado de Nabonido”, confirma claramente que Belsazar exerceu autoridade régia em Babilônia e explica como se tornou co-regente de Nabonido. Outra evidência em cuneiforme apóia o conceito de que Belsazar exerceu funções régias. Uma tabuinha, datada do 12.° ano de Nabonido, contém um juramento feito em nome de Nabonido, o rei, e Belsazar, o filho do rei, indicando assim que Belsazar estava na mesma categoria que seu pai. Isto é também de interesse para explicar por que Belsazar ofereceu fazer de Daniel “o terceiro no reino” se conseguisse interpretar a escrita na parede. Nabonido seria considerado o primeiro, Belsazar o segundo e Daniel seria proclamado o terceiro governante. (5:16, 29) Certo pesquisador diz: “As alusões em cuneiforme a Belsazar têm lançado tanta luz sobre o papel que ele desempenhou que o seu lugar na história fica claramente revelado. Há muitos textos que indicam que Belsazar quase se equiparava a Nabonido em posição e prestígio. A regência dupla durante a maior parte do último reinado neobabilônico é um fato estabelecido. Nabonido exercia a suprema autoridade a partir de sua corte em Tema, na Arábia, ao passo que Belsazar atuava como co-regente na terra natal, sendo Babilônia seu centro de influência. É evidente que Belsazar não era um fraco vice-rei; confiara-se-lhe ‘o reinado’.”

 Alguns têm tentado desacreditar o relato de Daniel sobre a fornalha ardente (cap. 3), dizendo ser uma invenção lendária. Uma carta em babilônico antigo reza, em parte: “Assim diz Rîm-Sin, teu senhor: Visto que ele lançou o moço escravo no forno, tu lanças o escravo na fornalha.” É interessante que, referindo-se a isso, G. R. Driver declarou que essa punição “consta na história dos Três Homens Santos (Dan. III 6, 15, 19-27)”.

 Os judeus incluíram o livro de Daniel, não com os Profetas, mas com os Escritos. Por outro lado, a Bíblia em português segue a ordem do catálogo da Septuaginta grega e da Vulgata latina, colocando Daniel entre os profetas maiores e os menores. O livro tem, na realidade, duas partes. A primeira, capítulos 1 a 6, traz, em ordem cronológica, as experiências de Daniel e seus companheiros no serviço governamental de 617 AEC a 538 AEC. (Dan. 1:1, 21) A segunda parte, que abrange os capítulos 7 a 12, está escrita na primeira pessoa pelo próprio Daniel qual registrador, e descreve visões particulares e entrevistas angélicas que Daniel teve de cerca de 553 AEC a cerca de 536 AEC. (7:2, 28; 8:2; 9:2; 12:5, 7, Cool As duas partes juntas formam o harmonioso livro único de Daniel.
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MarcioAlmeida



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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 3:00 pm

No primeiro capítulo a história dos quatro amigos e a alimentação.
No capítulo três a história dos três amigos na fornalha.
No capítulo quatro, a história da loucura de Nabucodonosor.
No capítulo cinco, a desobediência e morte do rei Baltazar...
No capítulo seis, Daniel na cova dos leões.
No capítulo treze, história sobre uma tentativa de adultério.
No capítulo quatorze Daniel desmascara os sacerdotes de Bel.

Metade do livro são contos...
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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 3:12 pm

serão contos para quem tem falta de fé
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MarcioAlmeida



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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 3:21 pm

são vieira escreveu:
serão contos para quem tem falta de fé

Nenhum deles são profecias, portanto, são história apenas...
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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 3:30 pm

o facto de que os jovens se negaram a comer algo que foi sacrificado aos deuses é conto, levando em conta os mandamentos ?
Daniel ser milagrosamente solto com vida da cova? será que a mão de Deus é curta demais para proteger os seus fieis?
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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 3:39 pm

toda a Babilônia era permeada por um espírito religioso. A cidade orgulhava-se de ter mais de 50 templos, em que se adorava um grande número de deuses e de deusas, inclusive a tríade de Anu (deus do céu), Enlil (deus da terra, do ar e da tempestade) e Ea (deus das águas). Outra trindade era composta de Sin (o deus-lua), Xamaxe (o deus-sol) e Istar (a deusa da fertilidade). A magia, a feitiçaria e a astrologia desempenhavam um papel importante na adoração babilónica.

 Viver no meio de pessoas que veneravam muitos deuses constituía um enorme desafio para os exilados judeus. Séculos antes, Moisés advertira os israelitas a respeito das sérias consequências que haveria se decidissem rebelar-se contra o Legislador Supremo. Moisés disse-lhes: “Jeová fará que tu, bem como teu rei que constituirás sobre ti, marchem para uma nação que não conheceste, nem tu nem os teus antepassados; e ali hás de servir a outros deuses, de madeira e de pedra.” — Deuteronômio 28:15, 36.

Os judeus encontravam-se então bem nessa situação provadora. Manter a integridade para com Jeová seria difícil, em especial para Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Estes quatro jovens hebreus foram especialmente escolhidos para receber treinamento para o serviço governamental. (Daniel 1:3-5) Lembre-se de que até receberam nomes babilónicos — Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abednego — provavelmente para influenciá-los a se harmonizar com o seu novo ambiente. As posições elevadas desses homens fariam com que qualquer recusa da sua parte, de adorar os deuses do país, fosse evidente — podendo até ser interpretada como traição.

 Evidentemente no empenho de fortalecer a união do império, Nabucodonosor erigiu uma imagem de ouro na planície de Dura. Ela tinha 60 côvados (27 metros) de altura e 6 côvados (2,7 metros) de largura. Alguns acreditam que a imagem era simplesmente uma coluna ou um obelisco. Pode ter tido um pedestal muito alto, com uma enorme estátua na semelhança dum humano, talvez representando o próprio Nabucodonosor ou o deus Nebo. De qualquer modo, este monumento muito alto era símbolo do Império Babilônico. Como tal, destinava-se a ser visto e reverenciado. — Daniel 3:1.

Concordemente, Nabucodonosor providenciou uma cerimônia de inauguração. Reuniu os seus sátrapas, prefeitos, governadores, conselheiros, tesoureiros, juízes, magistrados policiais e todos os administradores dos distritos jurisdicionais. Um arauto clamou: “Diz-se a vós, ó povos, grupos nacionais e línguas, que, quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da cítara, da harpa triangular, do instrumento de cordas, da gaita de foles e de toda sorte de instrumentos musicais, vos prostreis e adoreis a imagem de ouro erigida por Nabucodonosor, o rei. E quem não se prostrar e não adorar, será no mesmo instante lançado dentro da fornalha de fogo ardente.” — Daniel 3:2-6.

 Alguns acham que Nabucodonosor providenciou esta cerimónia na tentativa de obrigar os judeus a transigir na sua adoração a Jeová. É bem provável que o caso não fosse este, porque é evidente que se convocaram para o evento apenas autoridades do governo. De modo que os únicos judeus presentes seriam os que serviam em algum cargo governamental. Portanto, parece que curvar-se diante da imagem era uma cerimônia que visava fortalecer a solidariedade da classe governante. O erudito John F. Walvoord observa: “Tal demonstração das autoridades, por um lado, era uma amostra satisfatória do poder do império de Nabucodonosor e, por outro lado, era significativa como reconhecimento das deidades que, na opinião delas, eram responsáveis pelas suas vitórias.”

os jovens recusarem a idolatrar tal imagem foi lealdade a Deus e por isso foram recompensados com a preservação de sua vida..

se Deus desde o nascimento da nação da nação de israel demonstrou que era capaz de os salvar nas piores aflições seria diferente com os leais mesmo exilados? duvido
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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 3:42 pm

são vieira escreveu:
o facto de que os jovens se negaram a comer algo que foi sacrificado aos deuses é conto, levando em conta os mandamentos ?
Daniel ser milagrosamente solto com vida da cova? será que a mão de Deus é curta demais para proteger os seus fieis?

Podem ser escritos inspirados e de cunho educativo...
Mas certamente não são proféticos...
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MensagemAssunto: Re: Livro de Daniel   Qui Set 10, 2009 3:44 pm

por certo que não são proféticos mas é facto histórico. pois até Paulo menciona no livro de hebreus exemplos de fé e inclui Daniel da cova dos leões
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MensagemAssunto: três hebreus   Qui Set 17, 2009 2:57 pm

Mesmo exilados em Babilónia, Daniel e três outros jovens hebreus ‘foram vigilantes segundo a palavra de Deus’. Por exemplo, não se poluíram “com as iguarias do rei”. (Daniel 1:6-10) Os babilónios comiam animais impuros, proibidos pela Lei mosaica. (Levítico 11:1-31; 20:24-26) Era o costume deles não sangrar animais abatidos, e comer carne não-sangrada violava a lei de Deus sobre o sangue. (Génesis 9:3, 4) Portanto, é claro que os quatro hebreus não comeram as iguarias do rei! Esses jovens piedosos mantiveram a sua pureza espiritual e deram assim um bom exemplo.
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