À Procura da Verdade

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 Quais livros compõe a bíblia ?

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MarcioAlmeida



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MensagemAssunto: Quais livros compõe a bíblia ?   Seg Ago 24, 2009 1:48 pm

Quem escolheu quais os livros que deveriam participar da bíblia ? Por que ?
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são vieira



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MensagemAssunto: Re: Quais livros compõe a bíblia ?   Sab Ago 29, 2009 3:46 am

determinação de que livros pertencem legitimamente à Biblioteca Divina; rejeição dos apócrifos.

O que o homem conhece hoje como Bíblia é, na realidade, uma colecção de antigos documentos divinamente inspirados. Foram compostos e compilados na forma escrita durante um período de 16 séculos. No todo, esta colecção de documentos constitui o que Jerónimo bem descreveu em latim como Bibliotheca Divina. Esta biblioteca possui um catálogo, ou lista oficial de publicações, que se limita àqueles livros que pertencem ao campo e à especialização desta biblioteca. Excluem-se todos os livros não-autorizados. Jeová Deus é o Grande Bibliotecário, que estabelece o padrão que determina que escritos devem ser incluídos. Portanto, a Bíblia possui catálogo fixo que contém 66 livros, todos produtos do orientador espírito santo de Deus.

Em primeiro lugar, os documentos devem tratar dos assuntos de Jeová na terra, direccionando os homens para a Sua adoração e estimulando profundo respeito por Seu nome e Sua obra e propósitos na terra. Devem dar evidência de inspiração, isto é, de que são produtos do espírito santo. (2 Ped. 1:21) Não deve incentivar a superstição ou a adoração de criaturas, mas, antes, incentivar o amor e o serviço a Deus. Não haveria nada, em nenhum escrito individual, que entrasse em conflito com a harmonia interna do todo, mas, em vez disto, cada livro deve, por sua unidade com os outros, apoiar a autoria única, a de Jeová Deus. Esperaríamos também que os escritos dessem evidência de exactidão até nos mínimos pormenores. Além desses aspectos essenciais básicos, há outras indicações específicas de inspiração e, por conseguinte, de canonicidade, segundo a natureza do conteúdo de cada livro, e estas foram abordadas junto com a matéria introdutória de cada um dos livros da Bíblia. Além disso, há circunstâncias especiais que se aplicam às Escrituras Hebraicas e outras às Escrituras Gregas Cristãs, que ajudam a estabelecer o cânon da Bíblia.
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são vieira



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MensagemAssunto: PORQUE NÃO OS APÓCRIFOS   Ter Set 01, 2009 12:23 pm

apócrifos - actualmente é usada mais comummente para referir-se aos escritos adicionais declarados pela Igreja Católica Romana, no Concílio de Trento (1546), como fazendo parte do cânon da Bíblia. Os escritores católicos se referem a tais livros como deuterocanônicos, que significa “do segundo (ou posterior) cânon”, para diferenciá-los dos protocanônicos.

Evidência interna.
 A evidência interna destes escritos apócrifos tem ainda maior peso contra a sua canonicidade do que a externa. Falta-lhes completamente o elemento profético. Seu conteúdo e seus ensinos às vezes contradizem os dos livros canônicos e também são contraditórios entre si. Estão repletos de inexatidões históricas e geográficas, e de anacronismos. Os escritores, em alguns casos, são culpados de desonestidade, ao representarem falsamente suas obras como sendo de anteriores escritores inspirados. Mostram-se sob influência grega pagã, por vezes até recorrendo a uma linguagem extravagante e a um estilo literário inteiramente estranho às Escrituras inspiradas. Dois dos escritores dão a entender que não foram inspirados. (Veja o Prólogo de Eclesiástico, CBC; 2 Macabeus 2:24-32; 15:38-40, So.) Assim, pode-se dizer que a melhor evidência contra a canonicidade dos Apócrifos são os próprios Apócrifos. Segue aqui uma consideração dos livros individuais:

Tobias (Tobit). O relato de um judeu pio da tribo de Naftali, que é deportado para Nínive e que fica cego por lhe ter caído esterco de pássaro em ambos os olhos. Ele manda seu filho, Tobias, à Média para cobrar uma dívida, e Tobias é guiado por um anjo, que se faz passar por homem, a Ecbátana (Ragés). Em caminho, ele obtém o coração, o fígado e o fel dum peixe. Encontra-se com uma viúva, a qual, embora casada sete vezes, continua virgem, visto que cada marido foi morto na noite das núpcias por Asmodeu, o mau espírito. Incentivado pelo anjo, Tobias casa-se com a virgem enviuvada, e por queimar o coração e o fígado do peixe, expulsa o demônio. Retornando para casa, restabelece a visão do pai por usar o fel do peixe.

É provável que a história tenha sido originalmente escrita em aramaico, e calcula-se que ela seja aproximadamente do terceiro século AEC. Obviamente, ela não é inspirada por Deus, por causa da superstição e do erro encontrados na narrativa. Entre as inexatidões encontradas nela está a seguinte: O relato diz que Tobias, na sua juventude, viu a revolta das tribos setentrionais, que ocorreu em 997 AEC, após a morte de Salomão (Tobias 1:4, 5, BJ), também, que ele foi posteriormente deportado para Nínive, junto com a tribo de Naftali, em 740 AEC. (Tobias 1:11-13, CBC, So) Isto significaria que ele viveu por mais de 257 anos. No entanto, Tobias 14:1-3 (CBC) diz que ele tinha 102 anos de idade quando morreu.

Judite. Este é o relato sobre uma bela viúva judia da cidade de “Betúlia”. Nabucodonosor envia seu oficial Holofernes numa campanha para o O, para destruir toda a adoração, exceto a do próprio Nabucodonosor. Os judeus em Betúlia são sitiados, mas Judite finge ser traidora da causa judaica e é admitida ao acampamento de Holofernes, onde ela lhe dá um relatório falso sobre as condições da cidade. Num banquete, no qual Holofernes fica embriagado, ela consegue decapitá-lo com a própria espada dele e então retornar a Betúlia com a cabeça dele. Na manhã seguinte, o acampamento inimigo é lançado em confusão, e os judeus ganham uma vitória completa.

Conforme comenta a tradução católica de A Bíblia de Jerusalém na sua Introdução aos livros de Tobias, Judite e Ester: “O livro de Judite, sobretudo, manifesta uma soberba indiferença pela história e pela geografia.” Entre as incoerências indicadas nesta introdução encontra-se esta: Declara-se que os eventos ocorreram durante o reinado de Nabucodonosor, que é chamado de rei “que reinou sobre os assírios em Nínive, a grande cidade”. (Judite 1:1, 7 [1:5, 10, CBC, So]) A introdução e as notas desta tradução indicam que Nabucodonosor era rei de Babilônia e nunca reinou em Nínive, visto que Nínive havia sido destruída anteriormente pelo pai de Nabucodonosor, Nabopolassar.

Acerca do itinerário do exército de Holofernes, esta Introdução declara que é “um desafio à geografia”. O Novo Dicionário da Bíblia (Vol. 1, p. 92) comenta: “A história não passa de franca ficção — doutro modo suas inexatidões seriam incríveis.” — Editor organizador J. D. Douglas, 1966, Edições Vida Nova, São Paulo.

Pensa-se que o livro fora escrito na Palestina durante o período grego, perto do fim do segundo século ou do começo do primeiro século AEC. Crê-se que fora originalmente escrito em hebraico.

Adições ao Livro de Ester. Estas constituem seis passagens adicionais. A primeira parte, de 17 versículos, em alguns antigos textos gregos e latinos (mas Est 11:2–12:6 na So) precede ao primeiro capítulo, apresentando um sonho de Mordecai (Mardoqueu) e a sua exposição duma conspiração contra o rei. Depois de 3:13 (mas 13:1-7 na So), a segunda adição apresenta o texto do edito do rei contra os judeus. No fim do capítulo 4 (mas 13:8–14:19 na So) relatam-se orações de Mordecai e de Ester como terceira adição. A quarta ocorre depois de 5:2 (mas 15:1-19 na So) e conta a audiência de Ester com o rei. A quinta ocorre depois de 8:12 (mas 16:1-24 na So) e consiste no edito do rei que permitiu aos judeus defender-se. No fim do livro (mas 10:4–11:1 na So), interpreta-se o sonho apresentado na introdução apócrifa.

A colocação destas adições varia em diversas traduções, algumas colocando todas no fim do livro (como Jerônimo fez na sua tradução) e outras intercalando-as no texto canônico.

Na primeira destas seções apócrifas, Mordecai é apresentado como tendo estado entre os cativos tomados por Nabucodonosor, em 617 AEC, e como homem importante na corte do rei, no segundo ano de Assuero (o gr. diz Artaxerxes) mais de um século depois. Esta declaração, que Mordecai ocupou tal cargo importante tão cedo no reinado do rei contradiz a parte canônica de Ester. Crê-se que as adições apócrifas sejam a obra dum judeu egípcio e que tenham sido escritas durante o segundo século AEC.

Sabedoria (de Salomão). Este é um tratado que exalta os benefícios para os que procuram a sabedoria divina. A sabedoria é personificada como mulher celestial, e a oração de Salomão, pedindo sabedoria, está incluída no texto. A última parte recapitula a história desde Adão até a conquista de Canaã, citando dela exemplos de bênçãos pela sabedoria e de calamidades pela falta dela. Considera-se a tolice da adoração de imagens.

Embora Salomão não seja mencionado especificamente por nome, em certos textos, o livro o apresenta como seu autor. (Sabedoria 9:7, 8, 12) Mas o livro cita passagens de livros bíblicos escritos séculos depois da morte de Salomão (c. 998 AEC) e faz isso da Septuaginta grega, que começou a ser traduzida por volta de 280 AEC. Crê-se que o escritor tenha sido um judeu de Alexandria, no Egito, que escreveu por volta de meados do primeiro século AEC.

O escritor manifesta estribar-se fortemente na filosofia grega. Ele usa terminologia platônica na promoção da doutrina da imortalidade da alma humana. (Sabedoria 2:23; 3:2, 4) Outros conceitos pagãos apresentados são a pré-existência das almas humanas e o conceito de que o corpo é um impedimento ou estorvo para a alma. (8:19, 20; 9:15) A apresentação dos eventos históricos desde Adão até Moisés é floreada com muitos pormenores fantasiosos, freqüentemente em contradição com o registro canônico.

Embora algumas obras de referências se esforcem a mostrar certa correspondência entre passagens desse escrito apócrifo e as posteriores obras das Escrituras Gregas Cristãs, a similaridade freqüentemente é pouca, e, mesmo onde é um pouco maior, não indicaria que os escritores cristãos recorreram a esta obra apócrifa, mas, antes, que recorreram às Escrituras Hebraicas canônicas, que o escritor apócrifo também usou.

Eclesiástico.
 Este livro, também chamado Sabedoria de Jesus, Filho de Sirac, tem a distinção de ser o mais longo dos livros apócrifos e o único cujo autor é conhecido, Jesus ben-Sirac de Jerusalém. O escritor explica a natureza da sabedoria e sua aplicação para uma vida bem-sucedida. A observância da Lei é fortemente enfatizada. Dá-se conselho sobre muitos campos de conduta social e da vida diária, inclusive comentários sobre modos à mesa, sonhos e viagens. A parte concludente contém um retrospecto sobre importantes personagens de Israel, terminando com o sumo sacerdote Simão II.

Contradizendo a declaração de Paulo em Romanos 5:12-19, que lança a responsabilidade pelo pecado sobre Adão, Eclesiástico diz: “Foi pela mulher que começou o pecado, e é por causa dela que todos morremos.” (25:33, CBC) O escritor prefere também “toda malícia, não, porém, a malícia da mulher”. — 25:19, CBC.

O livro foi originalmente escrito em hebraico, no começo do segundo século AEC. Citações dele são encontrados no Talmude judaico.

Baruc (Incluindo a Epístola de Jeremias). Faz-se parecer como se os primeiros cinco capítulos tivessem sido escritos pelo amigo e escriba de Jeremias, Baruque (Baruc); o sexto capítulo é apresentado como carta escrita pelo próprio Jeremias. O livro relata as expressões de arrependimento e as orações por alívio por parte dos judeus exilados em Babilônia, exortações para seguir a sabedoria, incentivo para esperar na promessa de libertação e a denúncia da idolatria babilônica.

Baruque é apresentado como estando em Babilônia (Baruc 1:1, 2), ao passo que o registro bíblico mostra que ele foi para o Egito, assim como Jeremias, e não há nenhuma evidência de que Baruque estivesse alguma vez em Babilônia. (Je 43:5-7) Contrário à profecia de Jeremias, de que a desolação de Judá durante o exílio babilônico duraria 70 anos (Je 25:11, 12; 29:10), Baruc 6:2 diz aos judeus que ficariam em Babilônia por sete gerações e então seriam libertos.

Jerônimo, no seu prefácio ao livro de Jeremias, declara: “Não achei valer a pena traduzir o livro de Baruque.” A introdução ao livro em The Jerusalem Bible (A Bíblia de Jerusalém; ed. 1966, p. 1128), sugere que partes da composição talvez tenham sido escritas só no segundo ou no primeiro século AEC; portanto, por outro autor (ou autores), e não Baruque. A língua original provavelmente foi a hebraica.

Cântico dos Três Jovens. 
Esta adição a Daniel segue a Daniel 3:23. Consiste em 67 versículos que apresentam uma oração supostamente proferida por Azarias dentro da fornalha ardente, seguida por um relato sobre um anjo que apagou as chamas, e finalmente um cântico entoado pelos três hebreus dentro da fornalha. O cântico é bastante similar ao Salmo 148. Suas referências ao templo, a sacerdotes e querubins, porém, não se enquadram no tempo a que se alega que se aplica. Talvez tenha sido originalmente escrito em hebraico, e é considerado como do primeiro século AEC.

Susana e os Anciãos. Este conto relata um incidente na vida da bela esposa de Joaquim, um judeu rico em Babilônia. Enquanto Susana se banhava, chegaram-se a ela dois anciãos judeus, que instaram com ela que cometesse adultério com eles, e, quando ela recusou, forjaram uma falsa acusação contra ela. No julgamento, ela foi condenada à morte, mas o jovem Daniel habilmente expôs os dois anciãos, e Susana foi exonerada da acusação. Não há certeza sobre a língua original. Pensa-se que tenha sido escrito durante o primeiro século AEC. Na Septuaginta grega o trecho foi colocado antes do livro canônico de Daniel, e na Vulgata latina foi colocado depois dele. Algumas versões o incluem como capítulo 13 de Daniel.

A Destruição de Bel e do Dragão. Esta é uma terceira adição a Daniel, sendo que algumas versões a colocam como capítulo 14. No relato, o Rei Ciro exige que Daniel adore um ídolo do deus Bel. Por aspergir cinzas no pavimento do templo e assim descobrir pegadas, Daniel prova que o alimento supostamente consumido pelo ídolo na realidade é consumido pelos sacerdotes pagãos e suas famílias. Os sacerdotes são mortos e Daniel destroça o ídolo. O rei requer de Daniel adorar um dragão vivo. Daniel destrói o dragão, mas é lançado na cova dos leões pela população enfurecida. Durante os sete dias do seu confinamento, um anjo pega Habacuque (Habacuc) pelos cabelos e leva tanto a ele como uma tigela de caldo da Judéia a Babilônia, a fim de prover Daniel de alimento. Habacuque é então devolvido à Judéia, Daniel é solto da cova, e seus oponentes são lançados nela e devorados. Considera-se ser esta adição também do primeiro século AEC. Estas adições a Daniel são chamadas em O Novo Dicionário da Bíblia (1966, Vol. 1, p. 93) de “pio exagero lendário”.

Primeiro Macabeus. 
Um relato histórico da luta de independência dos judeus durante o segundo século AEC, desde o começo do reinado de Antíoco Epifânio (175 AEC) até a morte de Simão Macabeu (c. 134 AEC). Trata especialmente das façanhas do sacerdote Matatias e de seus filhos, Judas, Jônatas e Simão, nas suas lutas com os sírios.

Esta é a mais valiosa das obras apócrifas, por causa das informações históricas que fornece sobre este período. Entretanto, conforme comenta The Jewish Encyclopedia (A Enciclopédia Judaica, 1976, Vol. VIII, p. 243), nela “a história é escrita do ponto de vista humano”. Igual às outras obras apócrifas, não faz parte do inspirado cânon hebraico. Foi evidentemente escrita em hebraico por volta da última parte do segundo século AEC.

Segundo Macabeus. Embora colocado após Primeiro Macabeus, este relato refere-se a parte do mesmo período (de c. 180 AEC a 160 AEC), mas não foi escrito pelo autor de Primeiro Macabeus. O escritor apresenta o livro como resumo das obras anteriores de certo Jasão de Cirene. Descreve as perseguições sofridas pelos judeus sob Antíoco Epifânio, o saque do templo e sua subseqüente rededicação deste.

O relato apresenta Jeremias, por ocasião da destruição de Jerusalém, como levando o tabernáculo e a arca do pacto a uma caverna no monte do qual Moisés viu a terra de Canaã. (2 Macabeus 2:1-16) Naturalmente, o tabernáculo havia sido substituído pelo templo uns 420 anos antes.

No dogma católico usam-se diversos textos em apoio de doutrinas tais como a punição após a morte (2 Macabeus 6:26), a intercessão de santos (15:12-16), e ser próprio orar pelos mortos (12:41-46, So).

A Bíblia de Jerusalém, na sua Introdução aos livros de Macabeus, diz a respeito de Segundo Macabeus: “O estilo, que é o dos escritores helenísticos, mas não dos melhores, é às vezes empolado.” O escritor de Segundo Macabeus não tem pretensões de escrever sob inspiração divina e devota parte do segundo capítulo para justificar sua escolha do método específico usado em tratar a matéria. (2 Macabeus 2:24-32, BJ) Ele conclui sua obra por dizer: “Porei aqui fim à minha narração. Se está bem e como convém à história, isso é o que eu desejo; mas se, pelo contrário, é vulgar e medíocre, não pude fazer melhor.” — 2 Macabeus 15:38, 39, So.

O livro foi evidentemente escrito em grego, no período entre 134 AEC e a queda de Jerusalém em 70 EC.
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rosita bernardo

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MensagemAssunto: livros apócrifos (não inspirados)   Qua Nov 11, 2009 7:38 pm

Há evidência nítida de que tais livros apócrifos não eram reconhecidos como parte das Escrituras inspiradas quando se estabeleceu a congregação cristã. Naquele tempo, o cânon das Escrituras Hebraicas já havia sido fixado e não incluía nenhuns livros apócrifos. O historiador judaico Josefo, do primeiro século, escreveu: “Não há conosco miríades de livros, discordantes e discrepantes, mas apenas vinte e dois [equivalentes aos trinta e nove livros das Escrituras Hebraicas segundo a divisão moderna], abrangendo a história de todo o tempo, os quais são devidamente acreditados.” Expressando conhecimento da existência de livros apócrifos, ele prossegue: “Desde o tempo de Artaxerxes até o nosso próprio, registrou-se tudo, mas os registros não foram considerados como de igual merecimento de crédito como os escritos antes deles, porque cessou a sucessão exata dos profetas.” — Contra Ápio, Livro I, parágrafo 8 (segundo a tradução inglesa em The Interpreter’s Dictionary of the Bible, Vol. 1, p. 163).
Digna de nota é também a observação do erudito Jerônimo, tradutor da Vulgata latina. No seu Prologus Galeatus da Vulgata, ele alista os livros inspirados das Escrituras Hebraicas em harmonia com o cânon hebraico (no qual os trinta e nove livros são agrupados como vinte e dois) e então diz: “De modo que há vinte e dois livros . . . Este prólogo das Escrituras pode servir como método fortificado de tratar todos os livros que traduzimos do hebraico para o latim; de modo que podemos saber que tudo o que for além destes precisa ser colocado entre os apócrifos.” Escrevendo a uma senhora chamada Loeta sobre a educação da filha dela, Jerônimo aconselhou: “Todos os livros apócrifos devem ser evitados; mas, se ela quiser alguma vez lê-los, não para determinar a verdade de doutrinas, mas com um sentimento reverente pelas verdades que representam, deve ser informada de que não são as obras dos autores por cujos nomes se distinguem, que eles contêm muitas falhas e que é uma tarefa que exige grande prudência achar ouro no meio do barro.”
É evidente que os livros apócrifos não faziam parte das Escrituras inspiradas e claramente não eram reconhecidos como tais, nos primeiros séculos da nossa Era Comum. Portanto, sua omissão duma tradução da Bíblia não faz com que esta versão seja incompleta.
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rosita bernardo

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MensagemAssunto: Re: Quais livros compõe a bíblia ?   Qua Nov 11, 2009 7:51 pm

O livro de Revelação (Apocalipse) acautela contra o acréscimo de algo ao registo inspirado: “Se alguém fizer um acréscimo a essas coisas, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste rolo.” — Revelação 22:18.

A verdade cristã está contida na Palavra escrita de Deus, a Bíblia. (João 17:17; 2 Timóteo 3:16; 2 João 1-4) O entendimento correto dela não depende da filosofia secular. Referente aos homens que procuraram usar a sabedoria humana para explicar a revelação divina é apropriado repetir as perguntas do apóstolo Paulo: “Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o polemista deste sistema de coisas? Não tornou Deus tola a sabedoria do mundo?” — 1 Coríntios 1:20.

Além disso, a verdadeira congregação cristã é “coluna e amparo da verdade”. (1 Timóteo 3:15) Os superintendentes dela protegem a pureza dos seus ensinos na congregação, impedindo que se introduza qualquer poluente doutrinal. (2 Timóteo 2:15-18, 25) Impedem que penetrem na congregação ‘falsos profetas, falsos instrutores e seitas destrutivas’. (2 Pedro 2:1) Depois da morte dos apóstolos, os Pais da Igreja permitiram que ‘desencaminhantes pronunciações inspiradas e ensinos de demónios’ se arreigassem na congregação cristã. — 1 Timóteo 4:1..

As consequências dessa apostasia se evidenciam hoje na cristandade. As crenças e as práticas dela estão longe da verdade bíblica.
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